Santos Dumont realiza seu último voo em Paris no dia 13 de setembro de 1909, voltando em seguida ao Brasil, onde recebe numerosas homenagens. Em 1914, quando estoura a Primeira Guerra Mundial, o brasileiro sente-se culpado e dirige um apelo à Sociedade das Nações, propondo a proibição do avião como arma de guerra. Defende a utilização pacífica de sua invenção. Deprimido e vítima de esclerose múltipla, encontra-se debilitado. Também o desagrada a polêmica com os irmãos norte-americanos Wright, que afirmam terem voado num "mais pesado do que o ar" anos antes do 14-Bis.
Em 1932, explode em São Paulo a Revolução Constitucionalista. Santos Dumont mora então em um hotel no Guarujá. Olha para o céu e vê aviões do governo federal prontos para bombardear os paulistas, servindo-se da máquina que ele criara. Desesperado, o "Pai da Aviação" suicida-se em 23 de julho de 1932.
Fique ligado! Pouco mais de 68 anos depois de Santos Dumont circundar a Torre Eiffel, o astronauta norte-americano Neil Armstrong pisava o solo da Lua, a 20 de julho de 1969 – exatamente no dia em que Santos Dumont completaria 96 anos de vida.
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A disputa com os irmãos WrightApesar dos feitos de Santos Dumont, o título de "Pai da Aviação" é alvo de disputa entre o brasileiro e os irmãos norte-americanos Wright. Em 13 de dezembro de 1903, os irmãos Wright, nos Estados Unidos, utilizaram-se de uma catapulta rudimentar (com uso de um plano inclinado) para lançar em voo o biplano Flyer. O aparato deu um salto de 40 metros e em voos subsequentes esta distância aumentaria para um pouco mais de 200 metros. A invenção dos americanos precisava de uma catapulta e um terreno em declive para ser lançada. Além disso, o voo não foi registrado por nenhuma entidade reconhecida de aviação e não há comprovação pública da façanha. Santos Dumont, no entanto, seria o primeiro a construir e levantar voo em uma aeronave mais pesada do que o ar por seus próprios meios.
 | | | Réplica do aeroplano de 1903 dos irmãos Wright. |
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