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O Segundo Reinado mantém a centralização

O imperador D. Pedro II segue seu passeio tranquilamente, enquanto os chamados "representantes do povo" engalfinham-se, em charge na Revista Ilustrada.
Ao assumir o trono, em julho de 1840, D. Pedro II acabou com a descentralização administrativa vivida na Regência. A relativa estabilidade econômica do Segundo Reinado, impulsionada pelo café, deu a impressão de que o poder imperial tornara o Brasil mais próspero. Criou-se a ideia do imperador como figura que não interferia nos assuntos da política, mas de fato era ele quem nomeava os presidentes de Províncias e os senadores.
 
O jogo partidário

O imperador também podia dissolver a Câmara dos Deputados e, com isso, promover o revezamento dos partidos políticos – Conservador e Liberal – no poder. Agradar ao monarca era essencial na política da época. Quando um partido estava na oposição, fazia um discurso que agradava aos eleitores – os proprietários de terras e de escravos. No poder, seu objetivo maior era cumprir as tarefas ditadas pela Coroa. Por isso, nesse período dizia-se não haver nada mais parecido com um conservador do que um liberal no poder e vice-versa. O programa dos partidos importava menos do que as necessidades do momento.

Como no Brasil atual, a fidelidade e os princípios partidários não eram tão rigorosos, e não foram poucos os políticos que trocaram de partido apenas para estar ao lado do poder.

"Política de Conciliação"

Algumas vezes, o revezamento dos partidos não obtinha os resultados esperados. Foi o que aconteceu em 1848, quando os ânimos se acirraram em Pernambuco, levando liberais e conservadores à luta armada pelo domínio da Província. Com a derrota dos liberais, os conservadores teriam hegemonia no poder. Mas isso não interessava à Coroa, que promoveu a chamada "Política de Conciliação", dividindo os cargos executivos entre liberais e conservadores e levando o Partido Conservador a uma divisão.

A longo prazo, essa política não garantiu a manutenção do poder monárquico: após um período de estabilidade relativamente longo, as divisões foram-se tornando cada vez mais claras.


A Monarquia chega ao fim

Em 1870, formou-se o Partido Republicano, que defendia a descentralização administrativa (Federalismo) e a República. Embora não tenham sido os republicanos os responsáveis pelo golpe que derrubou a Monarquia, em 15 de novembro de 1889, suas ideias ajudaram a mudar o perfil da política e da administração pública que levou ao novo sistema de governo.


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