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A Era da Globalização

Fernando Collor de Mello e seus sucessores – Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso – iniciaram um programa de desestatização. O governo federal vendeu empresas estatais que atuavam em setores como petroquímica (Petroquisa), siderurgia (Companhia Siderúrgica Nacional e Usiminas), mineração (Companhia Vale do Rio Doce) e eletricidade (Light e Escelsa).

O tema 'globalização' foi pauta no encontro dos presidentes das Repúblicas do Cone Sul (a partir da esquerda): Juan Carlos Wasmosy (Paraguai), Carlos Menem (Argentina), Luiz Alberto Lacallle (Uruguai), Itamar Franco (Brasil) e Gonzalo Sánchez de Losada (Bolívia).
Protesto contra a política de privatização do governo federal, em 1997, em frente à sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro.

O argumento do governo é de que, assim, libera dinheiro para investir em setores nos quais a atuação do Estado é imprescindível, como saúde, educação, segurança, desenvolvimento regional e infraestrutura. Os governos estaduais e municipais têm seguido a mesma política.


O papel do Estado na economia

O governo do presidente Fernando Henrique Cardoso pautou-se pela defesa do neoliberalismo.
 

Os governos que seguem a proposta neoliberal procuram deixar as leis de mercado regularem as atividades econômicas, sem interferir no funcionamento da economia.


Enquanto isso...
Enquanto o Brasil oscilou entre a centralização e o federalismo, a Argentina viveu um processo semelhante. O antigo vice-reinado do Rio da Prata compreendia a Argentina (independente em 1816), o Paraguai (transformado em República em 1811), o Uruguai (anexado ao Brasil em 1821) e a Bolívia (que até 1825 lutou pela independência contra os espanhóis). Mesmo depois da fragmentação do vice-reinado, a questão do federalismo ainda permaneceu na Argentina independente. O governo de Juan Manuel Rosas (1829 a 1852) teve de enfrentar o problema. Representante dos pecuaristas da Província de Buenos Aires, ele lutou contra a tentativa de separação de algumas províncias (como Tucumã, Entre-Rios e Corrientes), que contestavam o domínio de Buenos Aires – porto pelo qual era escoada a produção de carne e couro do interior, pagando impostos maiores que os portenhos. As províncias rebeldes foram vencidas e a unidade do país se manteve.


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