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Ataques à democracia

Autoritarismo e desigualdade

As lutas contra o domínio português sobre o Brasil trouxeram os primeiros ventos democráticos à Colônia. Entretanto, significaram também as primeiras derrotas dos ideais populares de democracia. O Império não reconheceu a igualdade política entre os homens, limitou a cidadania e somente no final do período pôs fim à maior prova de desigualdade – a escravidão.


Cartaz reproduz a tela Compromisso Constitucional, de Aurélio de Figueiredo.
O fim da Monarquia


A Monarquia foi derrubada por monarquistas próximos ao imperador. Esse fato, aparentemente contraditório, deveu-se às divergências da elite que governava o país, à reduzida participação popular e aos poucos anseios de democratização.

Privilégios na República Velha

A República abriu espaço para a participação popular, mas manteve privilégios econômicos do Império. Ao chegarem ao poder em 1889, os republicanos instituíram práticas pouco democráticas. As eleições, que legitimavam os governantes do novo regime, eram fraudulentas e os partidos políticos representavam apenas algumas oligarquias locais.


A Revolução de 1930
Propaganda política de Júlio Prestes, candidato do Estado de São Paulo à Presidência em 1930.
O fim da República Velha (1930) foi motivado menos pelos ideais democráticos e mais pelas divisões internas dos partidos no poder. A Revolução, que pôs fim à política do café-com-leite, empossou Getúlio Vargas na Presidência e deu início a um período que misturava autoritarismo e paternalismo no tratamento das questões sociais. O mesmo presidente que retirava do apoio popular a base de sua sustentação se tornaria, anos mais tarde, um dos ditadores mais cruéis da história republicana.

A ditadura Vargas

A ditadura de Getúlio Vargas, chamada Estado Novo (1937 a 1945), sepultou provisoriamente a democracia brasileira. Vargas tinha plenos poderes e agia em nome da manutenção da ordem pública, da segurança e do bem da sociedade – argumentos comuns de todos os ditadores. Durante oito anos, imperaram a censura, a repressão, a perseguição aos opositores e a divulgação de uma imagem do governo como protetor dos pobres.

Os pilares das ditaduras

A polícia em ação no Rio de Janeiro:
repressão à Passeata dos Cem Mil, em 1968.
Entre 1964 e 1985, os militares tornaram o convívio da sociedade com a ditadura muito mais duro e explícito. Voltaram à cena as prisões, a tortura, o exílio e a morte dos opositores. A implantação e a manutenção da ditadura nesse período e também na Era Vargas tiveram o apoio de setores expressivos da classe dominante, entre eles industriais e latifundiários.


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