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Nova cultura popular

A propaganda também era subliminar e procurava se aproximar das manifestações da cultura popular para incentivar o povo a se disciplinar para o trabalho. Assim, a música e o rádio tornaram-se veículos usados pela ditadura para convencer a sociedade de que o Estado cuidava de todos.

Carnaval e samba
Cartaz de propaganda do carnaval de 1933, no Rio de Janeiro: festa que passou a ser usada por Vargas para exaltar seu governo.

Desde a década de 1930, trabalhadores e artistas reuniam-se em blocos carnavalescos. Tentando criar um elo com a população pobre, o Estado Novo começou a patrocinar blocos carnavalescos, desde que eles mudassem de nome e adotassem enredos nacionalistas. Foi assim que o bloco Deixa Falar tornou-se a Escola de Samba Estácio de Sá e o Vai Como Pode virou Portela. As escolas de samba levaram para a avenida sambas de exaltação à natureza do país e às realizações do governo.

Nas ondas do rádio

O rádio foi outro instrumento de propaganda do governo; ao lado, as "Rainhas do Rádio": Emilinha Borba e, à esquerda, Ângela Maria, em 1954.
O principal veículo de comunicação na época era o rádio. A partir de 1940, emissoras estatais, como a Rádio Nacional, promoveram as ações do governo e as carreiras de artistas como Linda Batista e Emilinha Borba. Outros, como Nora Ney e Jorge Goulart, eram vetados na programação das rádios por sua militância comunista.

A música popular, que até então cantava os valores da malandragem, passou a exaltar o trabalho.  O rádio foi outro instrumento de propaganda do governo; ao lado, as "Rainhas do Rádio": Emilinha Borba e, à esquerda, Ângela Maria, em 1954.

Wilson Batista e Ataulfo Alves compuseram, em 1940, o samba O Bonde de São Januário, no qual o homem que não trabalhava arruma emprego, vive feliz e diz que "a boemia não dá camisa a ninguém".


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