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Antecedentes do golpe de Estado

Tentativas fracassadas

Os militares vinham ensaiando uma intervenção no governo dez anos antes do golpe. Em 1955, políticos ligados à UDN e militares tentaram impugnar o resultado da eleição presidencial, da qual saíra vitoriosa a chapa Juscelino Kubitschek/João Goulart. Os conspiradores foram impedidos pelo ministro da Guerra, general Henrique Duffles Teixeira Lott. Em fevereiro de 1956, duas semanas após a posse de Juscelino, oficiais da Aeronáutica revoltaram-se na Base de Jacareacanga, no Pará, e foram derrotados. Em dezembro de 1959, houve nova tentativa de golpe, dessa vez em Aragarças, no interior de Goiás, também derrotada.

Rebelião de marinheiros no Rio de Janeiro, em março de 1964: radicalização nos últimos dias do governo de João Goulart.

Crise política


Nas eleições de 1960, Jânio da Silva Quadros foi eleito, com João Goulart novamente na vice-presidência. Com a renúncia de Jânio, em 25 de agosto de 1961, Goulart assumiu em clima de instabilidade. Os meses seguintes foram marcados pelo receio de novas tentativas de golpe militar.


A crise foi contornada com a implantação do parlamentarismo, que vigorou de setembro de 1961 a janeiro de 1963, quando o presidente voltou a governar com amplos poderes.



Juscelino Kubitschek, o presidente dos '50 anos em 5', enfrentou tentativas de golpe militar desde o início de seu mandato.
Crise econômica e social

A organização de operários e camponeses para reivindicar melhores condições de vida incomodava os militares. A inflação alta também estimulava a crise. Jango propunha mudanças de base, como a reforma agrária e a ampliação do mercado de consumo interno. Para os militares, isso era comunismo.

O golpe militar de 1964, que teve apoio dos industriais, veio para barrar as reformas de Jango.



Os golpistas precisavam calar a oposição para se firmarem no poder. Para isso, criaram dispositivos legais:

• A Lei de Greve, de 1964, que proibia as paralisações.
• A censura à imprensa, com as Leis de Imprensa e de Segurança Nacional (1967) e o Ato Institucional nº 5, o AI-5 (1968), atingiu órgãos como a revista Veja e os jornais O Estado de S. Paulo e Jornal do Brasil.

Diariamente, os censores proibiam a publicação de trechos ou de reportagens inteiras. O Estado de S. Paulo, como forma de denunciar a censura do governo, publicava, no lugar dessas reportagens, receitas e trechos de Os Lusíadas, de Luís de Camões.


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