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O país às vésperas da República

Ministro da Fazenda do primeiro governo republicano.
As transformações estruturais na economia mundial, na segunda metade do século XIX, refletiram-se em forçosas adequações também no Brasil. A permanência da escravidão, por exemplo, fragilizava o país, que se via bombardeado por cobranças, principalmente da Inglaterra, a maior potência econômica da época.

Os valores universais de igualdade e liberdade, difundidos pelas revoluções burguesas do século XVIII, também se chocavam com a tradição escravocrata do Império.



Além disso, a necessidade de ampliação de mercados consumidores para os produtos do capitalismo industrial exigia mão de obra livre e assalariada.
As pressões, que levaram à Abolição da Escravatura, em maio de 1888, também ajudaram a desencadear um intenso processo de imigração de trabalhadores europeus para o Brasil.

Família de imigrantes italianos: mão de obra livre para o trabalho nas lavouras de café.
Os cafeicultores paulistas investem na República


O modelo agrícola diferenciado e mais dinâmico que caracterizou a produção do café em São Paulo estimulou os desejos de autonomia da província. Essa é uma das razões que explicam a intensa participação dos paulistas no movimento republicano.

São Paulo e a economia
Os cafeicultores de São Paulo queriam fazer empréstimos no exterior para a ampliação de seus negócios. Mas a possibilidade de obter financiamento internacional esbarrava sempre na burocracia do Império. Ao mesmo tempo, a elite paulista reivindicava a permanência em São Paulo dos impostos ali recolhidos para aplicação na infraestrutura econômica local.

O interesse das Forças Armadas

O Exército brasileiro foi outro grupo que se mobilizou pela Proclamação da República. Fortalecidos após a Guerra do Paraguai (1864 a 1870), os militares viam com bons olhos o projeto de 'ordem e progresso' a ser estabelecido com o regime republicano. Para eles, o controle do Estado deveria, naturalmente, ficar nas mãos das Forças Armadas.

A Reforma de 1926

A Constituição de 1891 sofreu uma pequena reforma em 1926, mas manteve o essencial até outubro de 1930. Continuou garantindo o poder da União aos Estados de São Paulo e Minas Gerais, que elegeram os presidentes da República sucessivamente até o governo de Washington Luís, de São Paulo, que ocupou a Presidência do país de 15 de novembro de 1926 a 24 de outubro de 1930.


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