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O Brasil durante a República Velha

Depois de promulgada a Constituição de 1891 e adotada a Federação, os Estados passaram a ser controlados pelas oligarquias rurais e pelos 'coronéis'. Após os dois primeiros governos militares – dos marechais Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto – , o poder da União ficou com São Paulo e Minas Gerais, os Estados mais poderosos da nação naquele momento. A partir de 1920 começaram as contestações a esse esquema de dominação e a seus instrumentos políticos, entre eles o voto público, a falsificação de resultados e a corrupção.

Cafeicultores no comando

Em termos econômicos, o período da República Velha foi marcado pela articulação dos cafeicultores, que pressionavam o governo federal para a adoção de medidas de valorização do câmbio e de protecionismo a seu produto. Esses privilégios passaram a ser duramente atacados, unindo as forças políticas de outros Estados contra o governo federal.

Washington Luís: último presidente da política do café-com-leite.
Quebra de compromisso
Nas eleições presidenciais de 1930, os paulistas quebraram o compromisso da alternância de poder com os mineiros. Decidiram permanecer no controle do governo central e o presidente Washington Luís indicou o paulista Júlio Prestes como candidato à sua sucessão. Imediatamente Minas Gerais passou para a oposição, aliando-se ao Rio Grande do Sul e à Paraíba – as lideranças políticas desses dois Estados encabeçaram o movimento de insatisfação de outras unidades da Federação contra a chamada política do café-com-leite.

A marcha da Aliança Liberal

Além das elites agrárias de Minas, Rio Grande do Sul e da Paraíba, que se uniram na Aliança Liberal, o movimento também juntou militares e setores das classes médias urbanas. O gaúcho Getúlio Vargas foi escolhido para concorrer à Presidência, tendo como vice o paraibano João Pessoa. Depois de uma campanha eleitoral agitada, Júlio Prestes – candidato da situação – foi eleito presidente em 1º de março de 1930. Mas não assumiu. Em outubro, estourou a Revolução de 1930, que, vitoriosa, levou Vargas ao poder.


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