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A Constituição de 1934

Assumindo o poder em 1930, Getúlio Vargas convocou a Constituinte após muita pressão, em 1933. Promulgada em 14 de julho de 1934, a nova Constituição tinha 187 artigos e, em linhas gerais, restabelecia o texto da Carta de 1891. Ela inovou ao:

• Estabelecer alguns direitos trabalhistas: salário mínimo, descanso semanal, férias, regulamentação do trabalho das mulheres e dos menores. 
• Nacionalizar as jazidas de minério e os recursos hídricos do país. 
• Instituir o voto secreto, que foi estendido às mulheres, e o ensino primário gratuito e obrigatório.

Presidente escolhido por voto indireto

A última medida tomada pelos Constituintes de 1934 foi eleger o presidente da República pelo processo indireto, em 15 de julho. O eleito foi Getúlio Vargas, que passou de chefe do Governo Provisório implantado pela Revolução de 1930 a presidente constitucional eleito em 1934. Seu mandato deveria se estender até 3 de maio de 1938, quando então seriam convocadas eleições diretas.

Como estava o Brasil entre 1934 e 1937

Getúlio Vargas queria manter-se no poder a todo o custo. Por isso, procurou fortalecer-se no poder explorando principalmente o medo que as elites sociais e políticas tinham do comunismo.

As crises que alimentavam o continuísmo

Outros fatores também favoreceram o plano continuísta de Vargas:
•  A ameaça de uma nova Guerra Mundial, provocada pela situação internacional conturbada, principalmente na Europa. 
•  A agitação interna promovida pelos integralistas, que eram os fascistas brasileiros.

O pretexto do Plano Cohen
O pretexto usado por Vargas para dar o golpe de 1937 e implantar o Estado Novo foi a "descoberta" pelo governo de um plano de revolução comunista. O chamado Plano Cohen era um plano falso elaborado pelo capitão integralista Olímpio Mourão Filho para fazer propaganda anticomunista.

O Congresso e os órgãos legislativos estaduais e municipais foram fechados. Os governadores tornaram-se interventores nomeados pelo ditador; as eleições foram suspensas; os partidos políticos, dissolvidos; as greves, proibidas; e a imprensa, censurada.





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