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A Revolta dos Beckman

O rei Amador Bueno

Entre 1580 e 1640, Portugal esteve sob o domínio da Espanha, a chamada União Ibérica. Nesse período, muitos moradores de São Paulo enriqueceram com a venda de índios escravizados e com o contrabando na região do Prata. Quando Portugal reconquistou a independência, os paulistas temeram que o governo da metrópole adotasse medidas que acabassem com essas fontes de riqueza. Assim, em 1641, criaram em São Paulo um reino independente e aclamaram como rei um rico fazendeiro, Amador Bueno. O movimento fracassou, pois Bueno não aceitou a coroa e jurou fidelidade a Portugal.

A Revolta dos Beckman

Em 1682, Portugal criou a Companhia de Comércio do Maranhão para monopolizar o comércio local e fornecer aos fazendeiros escravos, utensílios e equipamentos para o plantio da cana. A companhia, porém, não cumpriu suas incumbências e deixou descontentes os latifundiários. Ela pagava pouco por seus produtos, e os fazendeiros tinham dificuldades em encontrar mão de obra, pois, ao mesmo tempo que não conseguiam escravizar os índios, protegidos pelos jesuítas, precisavam pagar preços elevados à companhia caso quisessem comprar escravos negros.

Forca para os rebeldes


Em 1684, os irmãos Manuel e Tomás Beckman, Jorge de Sampaio e outros latifundiários ocuparam a sede da capitania e expulsaram os jesuítas. Em 1685, foram controlados por forças enviadas de Portugal. Manuel Beckman e Jorge de Sampaio foram enforcados e a companhia, extinta.
A Partida da Monção, óleo sobre tela de Almeida Júnior, baseado em desenhos originais de H. Florence.


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