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A Guerra dos Mascates

Olindenses derrubam o Pelourinho de Recife, na Guerra dos Mascates.
No início do século XVIII, estourou em Pernambuco um conflito que pôs frente a frente a aristocracia rural de Olinda e os comerciantes de Recife, chamados de 'mascates'. A rivalidade girava em torno de duas questões:

• Durante o domínio holandês na região, o controle da venda do açúcar passou das mãos dos senhores de engenho para as dos mascates, que enriqueceram. Além disso, devido à decadência do açúcar, os latifundiários contraíram grandes dívidas com os comerciantes recifenses.

• Apesar de decadente, Olinda era vila, tinha autonomia e possuía Câmara Municipal, enquanto Recife era uma comarca subordinada a Olinda.

Senhores de engenho e mascates em luta

Ruínas de Olinda, na capitania de Pernambuco, obra de Frans Post,
século XVII.
Devido às pressões dos mascates, Recife foi elevada, em 1709, à categoria de vila, uma autonomia que desagradava aos latifundiários. Em 1710, quando seriam demarcados os novos limites entre as vilas, o governador da capitania, Sebastião de Castro e Caldas, defensor dos mascates, foi baleado. Os olindenses invadiram Recife e derrubaram o pelourinho, símbolo da autonomia administrativa. Em 1711, recifenses atacaram Olinda, dando início à guerra que só terminou em 1714, com a derrota dos olindenses e Recife como novo centro administrativo.


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