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Inconfidência Mineira

Museu Padre Toledo, em Tiradentes, Minas Gerais, instalado na casa em que viveu o padre inconfidente.
A produção de ouro em Minas Gerais entrou em declínio na segunda metade do século XVIII, e a capitania não conseguia mais pagar o imposto de 100 arrobas anuais (cerca de 1.500 quilos) à Coroa. Como alternativa, o governo português instaurou a chamada 'derrama' em 1765. No dia da derrama, toda a população tinha de ajudar a pagar as dívidas impostas por Portugal, com ouro ou com quaisquer outros bens

A elite mobiliza-se

Envolvidos com o pensamento revolucionário europeu, que pregava o fim das monarquias absolutistas e das colônias, um grupo da elite econômica de Minas Gerais decidiu realizar um movimento de independência de Portugal, que teve repercussão junto a segmentos esclarecidos de São Paulo e Rio de Janeiro.

Essa foi a primeira tentativa de libertação colonial. Contava com o apoio de padres e mineradores, e a participação dos poetas Cláudio Manuel da Costa e Tomás Antônio Gonzaga, e do alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes.



Vista de Matosinho, próximo de São João del Rey, de João Maurício Rugendas.
Os ideais

Os inconfidentes defendiam várias propostas:

• Rompimento com Portugal e adoção do regime republicano, transferindo a capital para São João del Rey.

• Criação de indústrias no Brasil.

• Serviço militar obrigatório.

• Concessão de pensão a famílias numerosas.

Os inconfidentes não tomaram partido em relação ao fim da escravidão, até porque boa parte deles possuía escravos.



Os rebeldes decidiram que o movimento começaria no dia em que a Coroa decretasse nova derrama, aproveitando assim a insatisfação popular. Temendo, porém, fortes represálias, a população preferiu não os apoiar.

Busto de Tiradente.
Traição e frustração


Entre os rebeldes estavam o coronel e minerador Joaquim Silvério dos Reis e os oficiais Basílio de Britto Malheiros e Inácio Correia Pamplona. Em 1789, em troca do perdão de suas dívidas, denunciaram o plano ao visconde de Barbacena, governador das Minas Gerais, e apontaram os envolvidos na conspiração. O governador suspendeu a derrama e mandou prender os acusados.



Todos negaram a participação no movimento, exceto Tiradentes. Alguns foram condenados à prisão ou ao exílio, como o poeta Tomás Antônio Gonzaga. Único condenado à forca, Tiradentes foi morto e esquartejado em 21 de abril de 1792.



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