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Conjuração Baiana

Com a descoberta das jazidas de ouro nas Minas Gerais (1695), a capitania da Bahia entrou em decadência. Muitos proprietários de terra e comerciantes trocaram seus negócios pelo garimpo. Com a mudança da capital para o Rio de Janeiro, em 1763, Salvador ficou em segundo plano. Além disso, seguidas crises de abastecimento aumentavam a fome da população, composta, em sua maioria, de escravos e mulatos pobres.

Boa parte dessa população defendia a fundação de uma 'República Democrática' na qual não houvesse desigualdades sociais. Influenciados pela Revolução Francesa (1789 a 1794), pregavam liberdade, igualdade e fraternidade entre as pessoas.



A maçonaria

Em 1797, um grupo de intelectuais, padres, médicos e militares formou em Salvador a primeira loja maçônica do Brasil – a Sociedade dos Cavaleiros da Luz. Seus representantes seguiam os ideais da Revolução Francesa e publicavam panfletos clandestinos defendendo a formação de uma 'República Baiense'.

Sinais de descontentamento

Ladeira do Pelourinho, em Salvador, Bahia: cenário histórico que mantém a magia colonial.
Saques em armazéns de Salvador vinham se tornando constantes. Em 1797, a população atacou um carregamento de carne destinado ao governador da Bahia. Em 1798, o pelourinho, símbolo da opressão colonial, foi destruído.

Em agosto de 1798, apareceram panfletos nas ruas de Salvador convocando a população para uma revolta. Pregavam a igualdade entre brancos e negros, o fim do controle comercial português e a pena de morte aos padres fiéis ao rei de Portugal.









Os culpados eram os pobres

Ao apurar os responsáveis pela divulgação dos panfletos, o governo prendeu e torturou mais de uma centena de pessoas, a maioria negros e mulatos. Todos os acusados eram membros das camadas mais baixas da população: sapateiros, pedreiros, soldados, alfaiates. Por isso, a Conjuração Baiana foi chamada também 'Conjuração dos Alfaiates'. Nenhum dos membros da Sociedade chegou a ser investigado. Em 1799, seis dos acusados foram condenados à morte.


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