Busca  
  Política   
Ciências Humanas e suas Tecnologias.  

As revoltas regenciais

Parte da convulsão do Período Regencial foi motivada pelas elites locais. Elas entendiam que somente o imperador tinha autoridade para nomear presidentes de províncias, chefes de polícia ou juízes. Quando os regentes passaram a exercer essa função, as elites regionais questionaram esse direito. Criou-se, assim, um conflito entre os poderes central e regional, agravado pela expectativa de melhor distribuição das rendas públicas, que até então estavam concentradas na Corte.

Cabanas típicas da população ribeirinha da região Amazônica; à direita, 'Cego com criança', de Miguelzinho Dutra, 1845: duas imagens dos excluídos da cidadania.

De outro lado, as camadas populares eram excluídas da cidadania e exploradas no mercado de trabalho, fossem escravos ou homens livres. Isso provocava descontentamento, traduzido em revoltas que muitas vezes tinham caráter separatista.



Os partidos na primeira fase da Regência

•  O Restaurador, liderado por José Bonifácio, queria a volta de D. Pedro I e a recolonização do Brasil. Com a morte do ex-imperador, em setembro de 1834, o partido desapareceu. Seus adeptos eram chamados de 'caramurus'.

• O Liberal Moderado, que reunia grandes proprietários de terras, tinha como figura de destaque o padre Diogo Feijó. Esse grupo, conhecido como 'chimango', defendia a ordem pública, a Monarquia, a escravidão e a Independência do Brasil, sem grandes alterações no processo político.

• O Liberal Exaltado era a facção mais radical. Defendia a independência efetiva do Brasil, a nacionalização, a República e o federalismo.
 


Anterior Início Próxima