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A Cabanagem

Antecedentes

Em 1833, Bernardo Lobo de Sousa foi nomeado presidente da Província do Pará. Autoritário, indispôs-se com líderes populares locais, como o cônego Batista Campos. Também entrou em conflito com fazendeiros, como os irmãos Francisco e Antônio Vinagre, o jovem cearense Eduardo Angelim e Félix Antônio Clemente Malcher.

Perseguido, Batista Campos fugiu e morreu. Seus seguidores assassinaram Lobo de Sousa. Começou a Cabanagem.



A dança pela presidência da Província

Coroação de uma rainha negra na Festa de Reis, ilustração de Carlos Julião.
A revolta estourou em janeiro de 1835. Os cabanos ocuparam Belém e mataram o presidente da Província. Félix Antônio Malcher assumiu o cargo, mas era tão autoritário quanto seu antecessor e acabou deposto. Em março, a caminho da prisão, foi morto. Francisco Vinagre ocupou o cargo e enfrentou as tropas enviadas do Rio de Janeiro para reprimir o movimento.

Conversas malsucedidas

Francisco Vinagre preferiu conversar com Manuel Jorge Rodrigues, novo presidente nomeado pela Regência, em vez de enfrentá-lo. Os cabanos diziam não pretender se separar do Império, mas queriam escolher seu governo provincial. Feito o acordo, surgiram boatos de que o movimento continuava no interior. Rodrigues mandou prender os líderes cabanos. Estes, em represália, reocuparam Belém, em agosto de 1835. Eduardo Angelim assumiu o governo cabano e governou até maio de 1836.

A Cabanagem foi o único movimento no qual a população pobre revoltosa conseguiu realmente ocupar o poder.



O campo de batalha

A continuidade da revolta levou a Regência a enviar mais tropas ao Pará. Belém foi invadida em maio de 1836 e os cabanos, perseguidos, refugiaram-se no interior. O butim das tropas regenciais incluía colares de orelhas secas de cabanos mortos. Angelim foi preso alguns meses depois, mas os cabanos continuaram a agir.

Em 1840, a Província finalmente foi controlada à custa de um banho de sangue. Trinta mil pessoas — cerca de 20% da população local — morreram ao longo da revolta.




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