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A Sabinada

A Igreja do Paço, em Salvador: com anseios separatistas, a Bahia foi palco de várias revoltas contra o governo central.
Baianos descontentes

Do mesmo modo que o Pará, a Bahia também foi palco de guerras sangrentas após a Independência em 1822. As revoltas na Província envolveram tanto homens livres quanto escravos. Insatisfeitos, os baianos denunciavam pela imprensa a exploração da Província pelo poder imperial, que gastava mal os recursos e não considerava os interesses da região.

As revoltas resultaram na proposta de separação da Bahia. O Manifesto da Proclamação de 7 de novembro de 1837 deu início à Sabinada.







O início da Sabinada

O líder da revolta era o jornalista e médico Francisco Sabino da Rocha Vieira, que esperou que as tropas, sediadas em Salvador, partissem para o Rio Grande do Sul. Alegando que os soldados iriam 'derramar o sangue de nossos irmãos, os republicanos do Sul', Sabino deflagrou o movimento. Derrubou o governo provincial e aclamou Inocêncio da Rocha Galvão presidente da Bahia. Como ele estava nos Estados Unidos, João Carneiro da Silva Rego o substituiu.

Antônio Pereira Barreto Pedroso, novo presidente nomeado pela Regência, apoiado por tropas legalistas e por grandes latifundiários, invadiu Salvador enfrentando uma enorme resistência popular.







A Igreja do Paço, em Salvador: com anseios separatistas, a Bahia foi palco de várias revoltas contra o governo central.
Repressão e mortes


A repressão à Sabinada custou a vida de quase 2 mil pessoas, entre soldados e rebeldes até 1838. Três mil foram presos, três líderes do movimento foram executados e outros três foram deportados. O julgamento dos prisioneiros foi feito por um tribunal conhecido popularmente como 'Júri de Sangue'.

O promotor desse tribunal declarou: 'É preciso aplacar com sangue dos revolucionários a poeira da revolução'.





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