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Regressistas e progressistas

O grupo que estava no poder no final do Período Regencial era conhecido como 'regressista', defensor dos interesses fluminenses, paulistas e mineiros em uma época na qual o café começava a se tornar o principal item de exportação do país. O outro grupo, chamado 'progressista', tinha minoria na Câmara e percebeu que não venceria os inimigos nas urnas nem nas armas. Por isso, articulou o chamado Golpe da Maioridade.

As circunstâncias fazem o rei

Museu Imperial de Petrópolis: memória histórica preservada.
Os liberais progressistas procuravam convencer a opinião pública de que as revoltas eram características da Regência e que só uma antecipação da maioridade de D. Pedro e a coroação do jovem herdeiro trariam paz ao país. Os militares e o príncipe foram coniventes com a ideia. Os conservadores regressistas perceberam que se opor à antecipação da maioridade seria um erro. Afinal, a coroação era uma questão de tempo e não era interessante ficar contra os anseios de um herdeiro que logo se tornaria rei.

O Golpe da Maioridade

O grande problema para a coroação era a legislação. Por ela, o príncipe só poderia assumir o trono aos 18 anos. Para contornar a questão, deputados e senadores mudaram a lei. Ao mesmo tempo, uma campanha pela antecipação da maioridade ganhava as ruas, e aumentavam os anseios para que o jovem herdeiro, aos 14 anos, assumisse o trono em 1840.   Ele concordou de imediato. No dia 23 de julho de 1840, D. Pedro II foi coroado Imperador e convidou os liberais progressistas a formarem o novo governo.  

Ele concordou de imediato. No dia 23 de julho de 1840, D. Pedro II foi coroado imperador e convidou os liberais progressistas a formarem o novo governo.



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