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Ciências Humanas e suas Tecnologias.  

Pernambuco insurgente

A queda dos liberais, em 1848, e a nomeação de um presidente conservador em Pernambuco fizeram ressurgir a tradição revolucionária da Província. Além da Insurreição de 1817 e da Confederação do Equador, em 1824, várias revoltas menores deram-se entre 1831 e 1834, como a Setembrada, a Novembrada, a Abrilada, a Carneirada e a Cabanada. Foram derrotadas, mas serviram para manter a disposição dos pernambucanos em lutar contra o governo imperial.

Terra e poder


Em meados do século XIX, um terço dos engenhos pernambucanos pertencia à família Cavalcanti. O restante estava nas mãos de poucos proprietários, cercados de escravos e agregados miseráveis. Os senhores de terras estavam insatisfeitos com a crise econômica e as camadas populares, descontentes com a concentração do poder. 

O pano de fundo da crise não mudara:

• No campo, ela refletia-se na queda da produção e dos preços do açúcar, base da economia local.  

• Nas cidades, a situação também não ia bem. O comércio estava nas mãos dos estrangeiros: no atacado, reinavam os ingleses e, no varejo, a predominância era portuguesa.  

Crise política

Em 1848, a Província voltou a se agitar, no embalo das lutas partidárias. Entre 1845 e 1847, os liberais governavam Pernambuco e as cidades conviveram com inúmeras manifestações contra os portugueses — alguns dos quais foram mortos. Em função desses conflitos, o imperador substituiu o gabinete liberal por um ministério conservador em 1848. A partir de então, os pernambucanos voltaram a questionar o Poder Central, iniciando outra revolta — a Praieira.  



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