Busca  
  Política   
Ciências Humanas e suas Tecnologias.  

Panorama da época

A nova força de trabalho.
Fim do século XVIII e início do XIX: a Revolução Industrial caminhava muito bem na Inglaterra, país que a comandava. Novas invenções se combinavam: a máquina a vapor introduzida por James Watt, a máquina de fiar inventada por Hargreaves, o tear mecânico de Cartwright. A produção artesanal cedia lugar à produção fabril e o trabalho assalariado tornava-se a base do sistema capitalista moderno. A burguesia industrial tinha à sua disposição milhares de trabalhadores pobres do campo e da cidade. Era o proletariado moderno – homens e mulheres livres a quem só restava vender aos industriais a sua força de trabalho em troca de pouco salário.
A produção industrial multiplicou-se e o comércio se expandiu extraordinariamente. As fontes de energia e de matérias-primas (como o algodão) ganharam papel de destaque.

Matéria-prima e mercado
 
Tear automático inglês.
Mas de que adiantava tanta expansão se não havia mercados que fornecessem matérias-primas e consumissem o que a Inglaterra produzia?
A pedra no sapato dos ingleses eram os mercados fechados das colônias, que obedeciam ao monopólio comercial da metrópole. Essas colônias deviam ser imediatamente abertas e integradas ao mercado mundial. Não que a Inglaterra não comerciasse com os mercados coloniais. Era, porém, um mercado indireto, o que encarecia os produtos. O capitalismo inglês queria mesmo era estabelecer um comércio direto, nada de intermediários. O regime de monopólio comercial, o Pacto Colonial, estava condenado pelo liberalismo, assim como estavam condenados o mercantilismo e os regimes absolutistas, o Antigo Regime. A burguesia passava à frente do palco, enquanto a nobreza ia para o fundo. 

A chave da emancipação
 
Também para a classe dominante na colônia, a intermediação era prejudicial. Todos os monopólios e as restrições comerciais, todas as medidas de crescente controle político-administrativo criaram um ambiente hostil à metrópole e favorável às ideias emancipacionistas.
Coincidiam, portanto, os interesses britânicos – romper o monopólio e abrir as portas da América ao consumo de suas manufaturas – e os da aristocracia rural – vender seus produtos diretamente aos ingleses sem os entraves metropolitanos.
Essa aliança contra o Pacto Colonial foi a viga mestra no processo de independência brasileiro.


Anterior Início Próxima