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O processo de independência

Historicamente, o processo da independência do Brasil ocupou as três primeiras décadas do século XIX e foi marcado pela vinda da família real ao Brasil, em 1808, e pelas medidas tomadas no período de D. João VI.
Ao contrário das independências no restante da América, a vinda da família real fez a autonomia brasileira ter mais o aspecto de "transição", com um príncipe português à frente, D. Pedro. Sem dúvida, o processo foi bastante acelerado pelo que ocorreu em Portugal em 1820. A Revolução do Porto, comandada pela burguesia comercial da cidade do Porto, arrastou amplos setores sociais (camponeses, funcionários públicos, tropas militares, artesãos) para um movimento que tinha características liberais para Portugal, mas, para o Brasil, significava uma recolonização.   

Revolta com a recolonização

No primeiro momento, as notícias da Revolução do Porto causaram manifestações de apoio no Brasil entre as forças liberais e antiabsolutistas. Mas, com o passar dos dias e a chegada das determinações recolonizadoras das cortes, cresceram o movimento oposicionista e as pressões da aristocracia rural a favor da permanência do rei.

Açougue dos Braganças

A presença de tropas portuguesas obrigou D. João a voltar em abril de 1821, deixando aqui seu filho D. Pedro como príncipe regente e levando consigo o Tesouro Real. A população revoltou-se e foi reprimida por tropas de D. Pedro, episódio que ficou conhecido como Açougue dos Braganças.

Regência de D. Pedro
  
De 1821 a 1822, período da regência do príncipe português, cresceram as tensões entre as cortes e os interesses da aristocracia rural. As medidas recolonizadoras de Portugal, apoiadas pelo Partido Português (nome das forças favoráveis à recolonização), encontraram barreiras cada vez maiores da parte do Partido Brasileiro (as forças pró-Independência, lideradas pela aristocracia rural), que passou a pressionar para que o príncipe regente declarasse uma independência oficial, sem participação popular e sem modificações na estrutura vigente.

Classe dominante no controle
   
No Brasil, a classe dominante, representada pelos grandes senhores de terras e de escravos, controlou o processo de independência. Visava:
• substituir o monopólio pelo livre comércio;
• assumir o poder de fato;
• não permitir que a independência fosse além da autonomia política de Portugal, isto é, sem provocar grandes rupturas nas estruturas econômicas, políticas e sociais, deixando alterado o regime da grande propriedade e da escravidão.
Assim, depois da independência, surgiram conflitos e contradições, pois os ingleses exigiam também o fim do tráfico negreiro e do trabalho escravo.


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