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Independência ou morte!

Houve ainda uma carta escrita pela esposa de D. Pedro, a princesa austríaca dona Leopoldina, que reforçava as ideias do ministro. Diante das palavras de José Bonifácio, homem forte do governo e que ficaria conhecido como "Patriarca da Independência", D. Pedro não teve dúvidas. Reagiu imediatamente, tirando do chapéu a fita com as cores vermelha e azul, que representavam a Corte real portuguesa, jogando-a no chão. Levantou a espada e gritou: "Independência ou morte!". A cena ficou conhecida como o "Grito do Ipiranga", porque aconteceu às margens do riacho Ipiranga, em São Paulo, para onde D. Pedro tinha ido em busca do apoio dos paulistas. Atualmente, no local dos acontecimentos, encontra-se o Museu Paulista, mais conhecido como Museu do Ipiranga, que guarda objetos da época da Independência.

Fique ligado!

A maior parte da população brasileira acompanhou de forma apática os acontecimentos que levaram à Independência. Entre os escravos negros, ela nem existiu. Algumas poucas senzalas se agitaram, pois acreditavam que haveria também o fim da escravidão. Entretanto, para os milhares de escravos, a vida dura nas lavouras continuaria sem qualquer modificação durante mais de 60 anos. A Independência não gerou mudanças sociais.

O reconhecimento da Independência

Em 1º de dezembro de 1822, D. Pedro foi aclamado imperador do Brasil, passando a usar o título de D. Pedro I. A Independência do Brasil, no entanto, só foi reconhecida por Portugal no dia 13 de maio de 1825. Após alguns meses de negociações, com a ajuda da Inglaterra, ficou decidido que o Brasil deveria pagar a Portugal 2 milhões de libras esterlinas (moeda inglesa). O dinheiro foi emprestado ao novo país pelos ingleses. Esse foi o primeiro pedido de empréstimo de nossa história.

Para saber mais:
Carlota Joaquina, Princesa do Brasil, filme de Carla Camurati, 1995.


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