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A chegada da Família Real

O destino da simplória cidade do Rio de Janeiro começou a mudar em 1808, quando, pressionada por Napoleão, a Corte portuguesa abandonou a capital do Império e partiu para a Colônia distante.



Fuga do Bloqueio

Nos primeiros anos do século XIX, Portugal era pressionado pela França de Napoleão Bonaparte (1769-1821) e pela Inglaterra, tradicional parceira comercial e país com o qual Portugal tinha muitas dívidas.Napoleão exigia que Portugal aderisse ao Bloqueio Continental (1806), deixando de negociar com os ingleses. Portugal não aderiu ao Bloqueio e, em 1807, Napoleão ordenou a invasão do reino português. Para evitar que as tropas francesas capturassem o governo e o tesouro real, o príncipe regente, D. João, resolveu partir para sua colônia mais rica, o Brasil.

Destino final: Rio

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O grande dia
Para o dia do desembarque, foi programada uma festa grandiosa: o povo aglomerou-se no porto e nas principais ruas para acompanhar a Família Real em procissão até a catedral, onde, após uma missa em ação de graças, o rei concedeu o primeiro "beija-mão".
Vieram cerca de 15 mil pessoas – ministros, funcionários do governo, militares, religiosos, nobres da Corte, serviçais e a Família Real: a rainha D. Maria I, mãe de D. João; o príncipe regente e a princesa Carlota Joaquina; as crianças D. Miguel, D. Maria Teresa, D. Maria Isabel, D. Maria Assunção, D. Ana de Jesus Maria e D. Pedro, o futuro imperador do Brasil.
Após 54 dias de viagem, em 22 de janeiro de 1808, a Corte aportou na Bahia, onde permaneceu em meio a festas por algumas semanas. Ainda em Salvador, D. João determinou a abertura dos portos brasileiros ao comércio com as nações amigas, isto é, a Inglaterra.
Eliminava-se o principal aspecto da condição colonial, pois deixava de existir o monopólio português, que obrigava o Brasil a fazer comércio apenas com Portugal. A chegada ao Rio de Janeiro aconteceu em 8 de março de 1808.

  
"Ponha-se na Rua"

O vice-rei do Brasil, D. Marcos de Noronha e Brito, foi incumbido de tarefas bastante difíceis: conseguir alojamentos para os novos habitantes e tornar a cidade digna de ser a nova sede do Império Português.
O jeito foi dar o exemplo: o vice-rei cedeu sua residência, o Palácio dos Governadores, no Largo do Paço, que passou a ser chamado Paço Real, para o rei e sua família e exigiu que os moradores das melhores casas da cidade fizessem o mesmo. Pregava-se na porta das 2 mil residências requisitadas o "P.R.", que significava "Príncipe Regente", mas que o povo logo traduziu para "Ponha-se na Rua". Prédios públicos, quartéis, igrejas e conventos também foram ocupados.
A cidade passou por uma reforma geral: limpeza das ruas, pintura nas fachadas dos prédios e apreensão de animais.




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