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Antecedentes do conflito

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Outro importante conflito ocorrido na região do Prata foi a Guerra da Cisplatina (1825-1828). Em 1825, a Confederação Argentina invadiu o território da Banda Oriental – que tinha sido anexado ao Brasil em 1821 com o nome de Província Cisplatina – e com o apoio dos líderes uruguaios Juan Antonio Lavalleja e Fructuoso Rivera declarou a independência do Uruguai. Em reação, o Império brasileiro bloqueou a entrada do estuário do rio da Prata e enviou tropas para sitiar a capital do novo país, Montevidéu. A guerra terminou somente em 1828, após a intervenção diplomática inglesa e o reconhecimento da independência do Uruguai.
A região do rio da Prata sempre teve importância econômica e estratégica significativa para Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, por permitir o trânsito fluvial entre os rios Paraguai, Paraná e Uruguai, que formam a bacia do rio da Prata. É uma área importante não só pelo controle do comércio, mas também pelo acesso a regiões mais difíceis, como a província de Mato Grosso (no Brasil).

A luta pela hegemonia regional e o controle do tráfego pelo rio da Prata continuaram mesmo após a independência dos novos países (Argentina, 1816, Paraguai, 1811, e Uruguai, 1825). Enquanto Brasil e Argentina brigavam para ver quem seria o mais influente na região, o Paraguai, após sua independência, buscava maior autonomia. Desde que se tornou uma nação livre, passou a adotar uma política diferenciada em relação à dos seus vizinhos, com tendência ao isolamento econômico e político. Por exemplo, fez uma reforma agrária, estatizou as plantações com incentivo à produção para o mercado interno e reduziu as importações.

No entanto, isso desagradou aos outros governos do Cone Sul, que além de perderem dinheiro com a redução do comércio, temiam a ideia de uma reforma agrária em seus países.
As relações do Paraguai com seus vizinhos foram agravadas pela questão das fronteiras. O país não possuía (e não possui ainda) acesso ao mar e toda sua produção tinha de passar pelo rio da Prata, controlado pela Argentina, para ser exportada para a Europa.

Quando Francisco Solano López assumiu a presidência do Paraguai em 1862, procurou dar continuidade ao desenvolvimento de uma poderosa frota fluvial de comércio, inaugurada no governo anterior, exercido por seu pai, Carlos López. Solano López implementou também uma estratégia de militarização que tinha como objetivo a expansão de seus territórios e a defesa contra possíveis interferências das nações vizinhas, principalmente o Brasil e a Argentina, que tinham interesse em aumentar seus domínios e zonas de influência econômica.

Pesava também o fato de que a principal potência mundial da época, a Inglaterra, não via com bons olhos a política do Paraguai. Além disso, os britânicos estavam interessados em controlar a produção paraguaia de algodão, principal matéria-prima da época.

Francisco Solano López

O filho mais velho do ditador Carlos Antonio López nasceu em Assunção em 24 de julho de 1827. Teve uma vitoriosa carreira no Exército, coroada com a nomeação para o posto de ministro da Guerra e da Marinha no governo de seu pai. Estudou na França, onde conheceu sua mulher, Elisa Alice Lynch, com quem teve quatro filhos. Assumiu o governo após a morte do pai (1862) e morreu em 1º de março de 1870.


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