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Batalhas sangrentas

A principal estratégia militar dos aliados foi a utilização da Marinha brasileira, comandada pelo almirante Tamandaré, para impedir o controle do rio Paraná pela esquadra paraguaia. O momento decisivo da disputa entre as duas frotas ocorreu em 11 de junho de 1865, durante a batalha do Riachuelo (afluente do rio Paraná), onde a esquadra paraguaia foi destroçada pela superioridade naval brasileira. Essa vitória significou o fim do apoio garantido pela Marinha paraguaia ao exército de Solano López. Em 24 de maio de 1866, ocorreu o mais sangrento dos conflitos da guerra, a batalha de Tuiuti, que causou aproximadamente 10.000 baixas nos dois exércitos, mas com um saldo pior para os paraguaios.

Batalha de Tuiuti, o conflito mais sangrento da guerra.


Após esses episódios, a estratégia de Solano López deixou de ser ofensiva. O exército paraguaio passou a entrincheirar-se em algumas fortalezas e a esperar o inimigo. Os comandantes aliados acreditavam estar próximos da vitória, mas foram surpreendidos por uma resistência impressionante, pois os soldados paraguaios, embora em minoria, rechaçaram seguidamente os combatentes aliados. Essa resistência não durou muito tempo e, ainda em 1868, o exército aliado, sob o comando do brasileiro Luís Alves de Lima e Silva, o duque de Caxias, e do general Manuel Luís Osório, derrotou os paraguaios diversas vezes. A conquista de Assunção aconteceu em janeiro de 1869. Solano López, entretanto, não se entregou, fugindo para o norte do Paraguai. Acampou em Cerro Corá, onde resistiu até ser morto em 1º de março de 1870, pelo cabo brasileiro Francisco Lacerda, conhecido como "Chico Diabo".

A ocupação do palácio de Solano López, em Assunção, pelas forças brasileiras. Litografia de Methfessel


Os meninos combatentes

A batalha de Campo Grande (ou Ñu Guazu), em 16 de agosto de 1869, é uma das mais trágicas da Guerra do Paraguai. Nesse dia, um exército de cerca de 3.500 crianças paraguaias, comandadas por 500 veteranos, combateu contra 20 mil soldados brasileiros. Ao fim do dia, o líder do Exército brasileiro, Conde d'Eu, mandou queimar os campos onde as crianças feridas ainda agonizavam. Todos os anos, o Paraguai relembra os "niños combatientes" em uma solenidade anual.


Em decorrência da derrota, o Paraguai teve de ceder os territórios desejados pelos governos dos países vencedores, conforme estava previsto pelo tratado da Tríplice Aliança. A Argentina incorporou a região de Misiones e o Chaco Central (atual território argentino de Formosa) e o Brasil recebeu o território entre os rios Apa e Branco, o que aumentou a extensão da província de Mato Grosso.


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