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Militares contra o império

Museu Histórico Nacional, RJ
Victor Meireles, Batalha Naval do Riachuelo, óleo sobre tela. Com a vitória da Guerra do Paraguai, o exército voltou a ter importância política.
Decadência

Após a abdicação de dom Pedro I, o exército foi perdendo a importância que tinha no país. O Estado alegava que o fortalecimento do exército poderia colocar em risco a monarquia e a própria unidade nacional. A falta de prestígio social do exército fez com que os postos oficiais, antes ocupados pelos filhos das famílias ricas, passassem a ser ocupados por filhos de militares ou por pessoas procedentes do interior do país. No entanto, em 1870, com a vitória da Guerra do Paraguai, o quadro se reverteu e o exército ganhou força política.

Prestígio

Durante a guerra, o contato com a tropa, composta em boa parte por negros, fez com que parte dos oficiais passassem a adotar uma posição antiescravista e republicana. A partir de 1873, Benjamin Constant, professor da Escola Militar, começou a difundir o pensamento positivista do filósofo francês Auguste Comte. O discurso moralista de Comte foi usado pelos jovens cadetes e oficiais que defendiam maior autonomia para a instituição. Por volta de 1887, o marechal Deodoro da Fonseca entregou ao imperador um documento pedindo liberdade de expressão nos quartéis. O pedido foi negado e isso fez com que a crise entre exército e monarquia se agravasse.


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