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São Paulo depois de 30

Moeda revolucionária.
A Revolução de 1930 que levou Getúlio Vargas ao poder foi uma derrota direta das elites paulistas, que tinham lançado e eleito Júlio Prestes para a Presidência da República. Também saíram perdendo todas as velhas oligarquias, especialmente as vinculadas ao setor cafeeiro. Todos esses grupos, que comandavam a vida política do país desde a instauração da República, passaram para a oposição. Vargas também perdeu a simpatia de alguns setores da burguesia que o haviam apoiado em 1930. Contrariando as primeiras expectativas, seu governo vinha se mostrando extremamente autoritário, com os principais cargos sendo ocupados pelos antigos tenentes. Excluída do poder, a burguesia sentia-se ameaçada pelos movimentos populares que falavam em revoluções, direitos e comunismo.

Constituição e autonomia

Cartazes pediam que a população se engajasse na luta.
No dia 25 de janeiro de 1932, aniversário da cidade de São Paulo, as oposições organizaram um comício com 100 mil pessoas na Praça da Sé, exigindo uma Constituição para o país e autonomia para o Estado. Em fevereiro, foi formada a Frente Única Paulista (FUP) com o claro objetivo de organizar uma contrarrevolução para depor o presidente. Diante das pressões, Vargas começou a ceder: nomeou um interventor civil para o Estado, publicou o código eleitoral e marcou para 1933 a eleição para a Assembleia Constituinte. Mas agora isso era pouco. A velha oligarquia queria recuperar o poder político. A jovem burguesia liberal queria espaço de participação.


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