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Revolução parte do Sul

O candidato da oligarquia paulista, Júlio Prestes, venceu as eleições, mas não chegou a tomar posse. Alegando fraude nas urnas, os aliados de Getúlio Vargas deflagraram a revolução em 3 de outubro, no Rio Grande do Sul, e dia 4, no Nordeste. As tropas do Exército estacionadas em São Paulo ameaçaram reagir, mas a cúpula militar do Rio de Janeiro aderiu ao movimento.

Revoltosos de 1930, no trem que os levou a São Paulo em 29 de outubro. De pé, o general Góes Monteiro; à esquerda, o general Miguel Costa; no centro, Getúlio Vargas; à direita, o político Francisco Morato.


Os revoltosos mobilizaram tropas com mais de 30 mil homens. Houve combates no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, no Paraná, em Minas Gerais, na Paraíba e na Bahia. O então presidente, Washington Luís, foi preso e, em novembro, exilou-se na Europa. No dia 3 de novembro de 1930, Getúlio Vargas assumiu a Presidência da República, posto que ocuparia nos 15 anos seguintes.

O presidente Washington Luís Pereira de Sousa (1869-1957), nascido no Rio de Janeiro e aliado da política de São Paulo, era chamado de "paulista de Macaé".

Café mantém importância
 
Mesmo que a Revolução de 1930 tenha afastado do poder os antigos políticos da República café-com-leite, a economia do país ainda dependia do café para funcionar. O governo precisava dos impostos que o produto gerava, muitos empregos dependiam dessa lavoura e boa parte do mercado de consumo girava em torno da renda originada pelos cafezais. Naquele período, o planejamento federal foi muito centralizado e a intervenção do Estado na economia aprofundou-se, dando mais poderes ao presidente. 


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