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Questões de fronteiras

Na virada do século XIX para o XX, as principais questões de fronteira entre o Brasil e seus vizinhos ocorreram no Sul e na Amazônia. Palmas, região que concentrava as plantações de erva-mate do Sul do País, foi disputada com a Argentina, em quase todo o Segundo Reinado. Em 1895, o presidente norte-americano Stephen Grover Cleveland foi chamado para arbitrar a questão e deu sentença favorável ao Brasil.

Comissão Brasileira de Reconhecimento de Alto Purus (Acre), reunida em Manaus, em janeiro de 1905, com a participação do escritor Euclides da Cunha (o terceiro, de pé, a partir da esquerda).

A disputa dessa área por Santa Catarina e Paraná motivou a Guerra do Contestado (1912 a 1916).



Arbitragens e compra

No Norte, duas disputas foram arbitradas. Uma foi a chamada Questão do Amapá, envolvendo o Brasil e a Guiana Francesa – colônia da França. Em 1900, o presidente suíço, Walter Hauser, decidiu em favor do Brasil, e as terras reivindicadas pela França foram incorporadas ao Amapá.



A segunda foi a Questão do Pirara, entre o Brasil e a Guiana Inglesa – então colônia do Reino Unido. Em 1904, o rei Vittorio Emmanuel III, da Itália, foi chamado para arbitrar a questão e dividiu a área em litígio entre os dois pretendentes.

Outra questão envolveu o Acre. Inicialmente pertencente à Bolívia, foi invadido por seringueiros brasileiros no final do século XIX. Em 1903, foi assinado o Tratado de Petrópolis, que estabeleceu a compra do território acreano por 2 milhões de libras esterlinas pelo Brasil, que também se comprometeu a construir a ferrovia Madeira–Mamoré.




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