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Allende no Chile

O presidente Salvador Allende: primeiro socialista eleito democraticamente para a Presidência
do Chile.
Empossado presidente do Chile em novembro de 1970, Salvador Allende Gossens, da Unidade Popular, era considerado comunista pelos militares chilenos – tal como João Goulart anos antes. Seu governo era apoiado por uma coalizão de partidos de esquerda, entre eles o Partido Comunista.

Allende e seus aliados acreditavam que os militares eram uma corporação profissional afastada da política institucional, mas descobriram o engano quando estes organizaram uma articulação para derrubar o governo.







O dia da traição


A Marinha deu início ao golpe em Valparaíso, em 11 de setembro de 1973. Lideradas pelo comandante-em-chefe do Exército, general Augusto Pinochet, as Forças Armadas atacaram a capital e bombardearam o Palácio de La Moneda, sede do governo chileno, onde Allende foi morto. De acordo com as instituições de direitos humanos, 30 mil pessoas morreram no golpe. Dados oficiais do governo norte-americano, que apoiou a iniciativa dos militares, falam em 5 mil mortos. O que se seguiu foi uma história comum aos países latino-americanos da época: perseguição, exílio, tortura e morte.

Pinochet governou com mão de ferro de 1973 a 1989. Ele conseguiu reduzir a inflação à custa de enormes sacrifícios das camadas populares. O desemprego atingiu altos índices e os investimentos em educação, saúde e moradia sofreram cortes drásticos.


A redemocratização chilena

Apenas em 1988, os cassados pela ditadura começaram a voltar ao país. Em 1989, ocorreram as primeiras eleições presidenciais desde o golpe, com a vitória do democrata-cristão Patricio Aylwin. O Chile continuou em processo de transição democrática com os trabalhos da Comissão para a Verdade e Reconciliação, criada para investigar as denúncias de violações aos direitos humanos ocorridas durante a ditadura.
 
Palácio Cousiño, em Santiago do Chile: endereço oficial das delegações diplomáticas em visita à capital.
Manifestação nas ruas de Santiago do Chile, em 1988: o povo chileno protesta contra o general Augusto Pinochet.


A questão Pinochet

Pinochet manteve-se como comandante das Forças Armadas chilenas graças à Constituição de 1980, que institucionalizou a ditadura. Em 1993, Eduardo Frei Tauiz-Tagle foi eleito presidente e o general continuou no posto.


Além do comando das Forças Armadas, o general controlava um orçamento correspondente a 10% dos rendimentos das minas de cobre do país – algo em torno de US$ 220 milhões em 1993.




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