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Integração econômica regional

Jovens manifestantes protestam contra o exílio de oficiais rebeldes na República Dominicana.
A partir de meados do século XX, as rivalidades históricas entre o Brasil e seus vizinhos deram espaço às tentativas de integração econômica. Na década de 1950, com o Pacto de Santiago, o chamado "ABC" (de Argentina, Brasil e Chile), foi assinado o primeiro acordo nesse sentido. Em 1960, os países do continente criaram a Associação Latino-Americana de Livre Comércio (Alalc), substituída, em 1980, pela Associação Latino-Americana de Integração (Aladi). As divergências e a interferência contrária dos Estados Unidos e de países europeus levaram essas iniciativas ao fracasso.

O Mercosul

Em 1986, abriram-se as negociações para a formação de um mercado econômico integrado na América do Sul. Em março de 1991 foi criado o Mercado Comum do Sul (Mercosul), pelo Tratado de Assunção, assinado entre o Brasil, a Argentina, o Uruguai e o Paraguai.

Esses países representavam, em conjunto, um mercado de 207 milhões de consumidores, até o final de 1997.



Presidentes de países do Mercosul no Fórum Econômico Mundial, em 1995: da esquerda para a direita, Julio María Sanguinetti, do Uruguai; Carlos Menem, da Argentina; e Fernando Henrique Cardoso, do Brasil.

Mecanismos do Mercosul

O Mercosul entrou em vigor em 1º de janeiro de 1995, após a criação de uma Tarifa Externa Comum (TEC), ou seja, a mesma tarifa de importação para os produtos de todos os países membros. A sede da organização alterna-se entre as capitais dos países membros. Cerca de 90% das mercadorias fabricadas nesses países circulam livres de alíquotas de importação.

O mercado de trabalho tende a transformar-se, com o reconhecimento dos diplomas e das profissões em todos os países membros e a concorrência de trabalhadores de um país ao outro, o que pode engrossar o desemprego.


Enquanto isso...

Enquanto o Brasil foi o último país das Américas a abolir a escravidão negra, em 1888, a África do Sul viveu um processo muito diferente. Povoada por holandeses no início do século XVII, a região foi invadida pelos ingleses, em 1806. Após um século de sangrentos confrontos com as tribos negras locais, holandeses e ingleses fundaram em 1910 o partido da União Sul-Africana. A partir de 1911, a minoria branca adotou leis de segregação racial. Essa política, conhecida como "Apartheid", foi oficializada em 1948, infernizando a vida dos negros, dos mulatos e dos indianos. Resultou em choques armados entre o governo e as camadas segregadas e na exclusão da África do Sul da comunidade internacional. Nos anos de 1950, uma campanha de desobediência civil, capitaneada pelo Congresso Nacional Africano (CNA), de Nelson Mandela, ganhou força. Na década de 1960, o CNA foi proscrito e Mandela condenado à prisão perpétua. Sufocada pelas sanções internacionais, a África do Sul iniciou um processo de abertura que culminou, em fevereiro de 1990, com a libertação de Mandela e a revogação das leis raciais. Em abril de 1994, em um processo histórico, o líder negro foi eleito presidente do país, com 62% dos votos. 


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