Enquanto isso... Enquanto o Brasil foi o último país das Américas a abolir a escravidão negra, em 1888, a África do Sul viveu um processo muito diferente. Povoada por holandeses no início do século XVII, a região foi invadida pelos ingleses, em 1806. Após um século de sangrentos confrontos com as tribos negras locais, holandeses e ingleses fundaram em 1910 o partido da União Sul-Africana. A partir de 1911, a minoria branca adotou leis de segregação racial. Essa política, conhecida como "Apartheid", foi oficializada em 1948, infernizando a vida dos negros, dos mulatos e dos indianos. Resultou em choques armados entre o governo e as camadas segregadas e na exclusão da África do Sul da comunidade internacional. Nos anos de 1950, uma campanha de desobediência civil, capitaneada pelo Congresso Nacional Africano (CNA), de Nelson Mandela, ganhou força. Na década de 1960, o CNA foi proscrito e Mandela condenado à prisão perpétua. Sufocada pelas sanções internacionais, a África do Sul iniciou um processo de abertura que culminou, em fevereiro de 1990, com a libertação de Mandela e a revogação das leis raciais. Em abril de 1994, em um processo histórico, o líder negro foi eleito presidente do país, com 62% dos votos.
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