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Atritos no Império

Vista da Baía do Rio de Janeiro Tomada do Ingá em Niterói, de G.L. Hall, por volta de 1856.
Durante o Primeiro Império, a pressão inglesa para extinguir o tráfico desagradou aos latifundiários brasileiros, que usavam mão de obra escrava em suas terras. Mas a chegada de negros aumentou durante a Regência (1831 a 1840).

Entre a diplomacia e a força

As estratégias da Câmara para atrasar a regulamentação dos acordos que proibiam o tráfico levaram a Inglaterra a atacar navios brasileiros. Em 1844, incidentes com navios ingleses e embarcações negreiras tensionaram as relações entre os dois países. A Inglaterra enfatizou ainda mais sua posição promulgando o Bill Aberdeen em 1845. O tráfico foi considerado pirataria e os ingleses davam-se o direito de apreender os navios.

Esse processo culminou com a Lei Eusébio de Queirós, que extinguiu o tráfico negreiro em 1850. 



Brasil e Inglaterra rompem relações

Na década de 1860, vários incidentes apressaram o rompimento diplomático entre os dois países:

• Em 1861, o navio Prince of Wales naufragou no Sul do país e o seu carregamento foi saqueado. 

• Em 1862, três oficiais da Marinha britânica foram presos embriagados, depois de armarem muita confusão, e libertados na manhã seguinte.

O embaixador britânico no Brasil, Sir William Christie, reuniu os dois casos e mandou um ultimato ao governo brasileiro, exigindo indenização e pedido de desculpas aos oficiais ingleses. Com seus pedidos recusados, ordenou a apreensão de navios brasileiros na baía de Guanabara. Só com a intervenção de D. Pedro II o embaixador liberou os navios.

O imperador pediu explicações ao governo britânico, mas não as considerou satisfatórias. Solicitou ao embaixador brasileiro em Londres que retornasse ao Rio de Janeiro e rompeu relações com a Inglaterra no começo de 1863. Essa situação manteve-se até o início de 1865.




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