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Ciências Humanas e suas Tecnologias.  

Sinais de modernização no Brasil

Caleça de fabricação norte-americana, de meados do século XIX: produto de exportação para o Brasil.
A partir de 1850, o Rio de Janeiro experimentou um intenso processo de urbanização – com a fundação do novo Banco do Brasil, em 1851, a chegada do telégrafo e a inauguração do primeiro trecho de estrada de ferro, ambos em 1862. Essas inovações foram possíveis graças à liberação de capitais, antes retidos no comércio escravagista.

O capitalismo financeiro

Os investidores brasileiros não conseguiram, inicialmente, suprir o capital necessário às atividades industriais. Por isso, os capitães de indústria recorreram ao capital estrangeiro, principalmente o inglês. A expansão do café também foi garantida pelas Casas de Exportação estrangeiras, que intermediavam a compra no Brasil e a venda no mercado internacional.

Locomotiva Baldwin, da São Paulo Railway Company, em 1867.
As máquinas garantem melhora na produção


As inovações técnicas não atingiam apenas o setor das manufaturas, mas também a atividade agrícola. A partir de 1875, o governo autorizou investimentos de capital estrangeiro na indústria do açúcar, o que transformou os antigos engenhos em usinas com equipamentos modernos.

O progresso nos trilhos ingleses da ferrovia

A inauguração do primeiro trecho de ferrovia no País, no Rio de Janeiro, em 1854, foi um audacioso empreendimento do Barão de Mauá. Outras ferrovias foram implantadas nos anos seguintes, com a assessoria de empreiteiros ingleses e a importação de todo o maquinário, trazendo muitas vantagens para a economia – principalmente por escoar a produção agrícola do interior para os portos.

Panorama de Santos, São Paulo, visto do cais, por volta de 1900: o primeiro centro portuário de exportação do País.



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