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Os Estados Unidos começam a projetar-se

Benjamin Franklin (à esquerda) discute a Declaração de Independência dos EUA.

Após a sua independência da Inglaterra, em 1776, o modelo político norte-americano ganhou força como ideal a ser seguido em toda a América. No caso do Brasil, a intensa atuação inglesa, combinada com os interesses dos herdeiros da Monarquia, amorteceu por algum tempo os impulsos republicanos de diversas alas liberais.

Em 25 de junho de 1824, os Estados Unidos reconhecem a Independência do Brasil.



A Doutrina Monroe

A política norte-americana caracterizava-se pelo reconhecimento das novas nações independentes na América, entendendo que isso permitiria a formação de um bloco continental mais forte e em melhores condições de negociar com a Europa. Essa era a essência da Doutrina Monroe, formulada em 1823 pelo presidente James Monroe, que pregava "a América para os americanos", proibindo qualquer país europeu de estabelecer colônias ou interferir politicamente no Novo Mundo. Os únicos que se reservavam o direito de interferir nos assuntos continentais eram os próprios norte-americanos.

A ascensão da influência norte-americana nas decisões políticas e econômicas do Brasil só se efetivou depois da Abolição, em 1888, e da queda de D. Pedro II, em 1889.


Charge do jornal O Mequetrefe mostra D. Pedro II sustentando cavalinhos montados pelos partidos Liberal e Conservador: diplomacia no carrossel.
Entrada de capital norte-americano

O intercâmbio de mercadorias entre o Brasil e os Estados Unidos foi se tornando cada vez mais intenso, principalmente após 1844, quando foi suspenso o tratado que dava vantagens alfandegárias à Inglaterra.

A chegada de empresas norte-americanas

O salto de urbanização em São Paulo e no Rio de Janeiro também contou com a chegada de empresas norte-americanas, que vinham disputar o espaço dos serviços de infraestrutura. A Empresa Eléctrica Brasileira, por exemplo, era a concorrente norte-americana da Brazilian Traction, Light and Power Company canadense, e ambas controlaram o fornecimento de energia elétrica até a década de 1950.

O Barão do Rio Branco facilitou a aproximação

José da Silva Paranhos Júnior, o Barão do Rio Branco, foi um exemplo de diplomata que via com gosto a intimidade entre o Brasil e os EUA. Iniciando sua carreira diplomática em 1876, como cônsul-geral em Liverpool, deu sequência a seu trabalho nos governos republicanos. Foi convidado pelo presidente Rodrigues Alves para o cargo de ministro das Relações Exteriores em 1902, o qual ocupou até sua morte, em 1912. Rio Branco foi o negociador do Tratado de Petrópolis (1903), em que o Brasil comprou o Acre.


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