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Dólares na economia latino-americana

Cartazes de propaganda da Estrada de Ferro Central do Brasil e do Telégrafo Nacional: sinais de modernização nos centros urbanos.
A entrada de capitais norte-americanos na América Latina ocorreu de uma maneira diferente da inglesa. Como o mercado para a importação de bens de consumo já estava ocupado, os Estados Unidos voltaram-se para a exploração de produtos primários (alimentos e minérios) e o financiamento de obras estruturais.

Presença norte-americana na produção

Companhias norte-americanas assumiram a fabricação de produtos primários em vários países latino-americanos, como a agroindústria açucareira em Cuba, a extração de minérios no México e no Chile e a produção de frutas em repúblicas do Caribe e na América Central. No Brasil, a presença norte-americana dominou os serviços de transporte por bondes e ferrovias, iluminação, telefonia e demais áreas de suporte técnico.

Obter concessão era uma vitória

A disputa pelas concessões era bastante acirrada. No caso do Rio de Janeiro, a Rio Light – do empresário norte-americano Percival Farquhar – enfrentou os empresários brasileiros, como a família Guinle, concessionária das Docas de Santos. Uma intensa campanha nacionalista contra o grupo de Farquhar desenrolou-se na imprensa.

O avanço norte-americano

A partir da Primeira Guerra Mundial, as importações de produtos norte-americanos tornaram-se dominantes. O volume de empréstimos também cresceu, assim como a instalação de filiais de empresas norte-americanas no Brasil. Entre as empresas norte-americanas que se instalaram no país, destacam-se: a Brazilian Tobacco Corporation chegou em 1917; a Ford Motor Company, em 1920; e a Firestone Tire and Rubber Company, em 1923.

Em busca da autovalorização

Com um discurso nacionalista, a Revolução de 1930 cobrava a proteção das riquezas brasileiras contra as investidas imperialistas das corporações internacionais.

O governo criou departamentos para implementar uma política nacional sobre os produtos considerados estratégicos:

•  O Departamento Nacional de Produção Mineral (1934); o Conselho Nacional de Petróleo (1938); o Conselho Nacional de Águas e Energia Elétrica (1939); e o novo Código de Minas, que proibia a participação de estrangeiros na mineração e na metalurgia (1940). 

Negociações políticas
Implantação da Estrada de Ferro Madeira–Mamoré: os trilhos rasgam a floresta Amazônica.

Durante a década de 1930, a ascensão de um regime forte na Alemanha passou a representar um perigo para as outras potências do mundo, principalmente as europeias. Quando Getúlio Vargas estabeleceu o Estado Novo (1937), alinhado idoeologicamente com os movimentos nazi-fascistas, na Alemanha e na Itália, preocupou os norte-americanos, que queriam garantir a supremacia de sua influência no continente. Desde 1933, na VII Conferência Internacional Americana, em Montevidéu, vinha sendo esboçada a Política da Boa Vizinhança.

Getúlio Vargas consegue vantagens

O presidente planejava a construção de uma grande siderúrgica no Brasil, mas o País não tinha os recursos necessários. A United States Steel Corporation, norte-americana, chegou a vetar o projeto, alegando que sairia mais barato para o Brasil continuar comprando o aço. Vargas ameaçou suspender a venda de minério de ferro para os Estados Unidos, que concederam um empréstimo de US$ 20 milhões para a construção da Companhia Siderúrgica Nacional, em Volta Redonda, em janeiro de 1941.

O presidente Vargas e o embaixador norte-americano Jefferson Caffery no primeiro aniversário da entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial.

Em dezembro de 1941, o Brasil rompeu com o Eixo por causa do ataque a Pearl Harbor, base militar norte-americana no Havaí. Em 28 de janeiro de 1942, o país entrou na guerra ao lado dos Aliados.



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