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O Brasil como grande parceiro

Em 1947, foi assinado na capital brasileira o Tratado Interamericano de Assistência Recíproca, ou Pacto do Rio de Janeiro: o Brasil oficialmente aliava-se aos países capitalistas em nome da ajuda mútua e da defesa comum.

O papel estratégico do Brasil, tanto para o controle do Atlântico quanto por causa de suas dimensões territoriais, ficou claro desde a Segunda Guerra Mundial. A partir daí, os Estados Unidos mobilizaram-se para impedir que a influência dos países do Eixo sobressaísse na América Latina. A queda da ditadura do Estado Novo, em 1945, estava associada ao clima de derrota dos regimes fascistas europeus e era bem-vista pelos norte-americanos.
Charge da Revista Careta, de 1956, critica as relações entre os políticos brasileiros e o Tio Sam.
Capa da primeira edição de O Pato Donald no Brasil, em 1950.


Um alinhamento polêmico
Plataforma marítima de extração de petróleo, da Petrobras.

Vários atos do governo brasileiro refletiram sua fidelidade à política dos Estados Unidos. Em outubro de 1947, o Brasil rompeu relações diplomáticas com a União Soviética e colocou o Partido Comunista Brasileiro (PCB) na ilegalidade. Em maio de 1949, votou na Organização das Nações Unidas (ONU) contra a admissão da República Popular da China na organização, copiando o voto norte-americano. Em 1950, apoiou a intervenção contra a Coreia do Norte, comunista.

Em 1952, o Brasil assinou um Acordo Militar com os Estados Unidos: comprometia-se a apoiar as operações norte-americanas na América Latina e a fornecer matérias-primas essenciais para a indústria bélica nuclear, como urânio, manganês e areia monazítica.

Bombardeiro norte-americano exibindo-se em Copacabana em 20 de novembro de 1957.



• Esse acordo intensificou os conflitos entre as facções chamadas "nacionalistas" e "entreguistas". Somente com muito empenho político ele conseguiu ser aprovado no Congresso.



As relações internacionais na arena de discussões

As campanhas pela nacionalização e exploração de nossas riquezas tiveram como símbolo o movimento "O Petróleo é Nosso", com a proposta de criação, em 1951, da Petrobras como empresa detentora do monopólio da exploração de petróleo no Brasil. O movimento cresceu após o Acordo Militar de 1952, que deixou as alas nacionalistas extremamente descontentes. Após inúmeras pressões, a Câmara aprovou um projeto modificado, que criava a Petrobras, em 1953, fechando todas as brechas para a participação de capital estrangeiro na produção de petróleo.

As grandes companhias internacionais partiram para o ataque direto a Vargas. As divisões internas do Exército – a corrente nacionalista e os favoráveis a uma política mais alinhada aos Estados Unidos – deixavam claro que não havia trégua quando se tratava de relações externas. Essas tensões, entre outras, compuseram a cena do suicídio de Vargas em 1954.


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