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Ciências Humanas e suas Tecnologias.  

A invasão cultural

Betty Boop, a boneca melindrosa.
A presença norte-americana no Brasil foi além dos gabinetes de ministros e dos acordos econômicos. Assim como no século passado a Inglaterra e a França ditavam o comportamento e o bom gosto cultural, a partir dos anos de 1950 o modelo norte-americano foi o molde a ser seguido.
 

A exportação vem pelas telas

Hollywood foi um dos maiores agentes de divulgação dos produtos norte-americanos. A explosão do comportamento da juventude – que teve James Dean como símbolo e, posteriormente, Elvis Presley – também chegou às grandes cidades brasileiras. A euforia norte-americana coincidiu com o entusiasmo brasileiro, manifestado com a posse do presidente Juscelino Kubitschek, que prometera fazer o País crescer 50 anos em apenas 5.



Elvis Presley, o topete mais famoso nas décadas de 1950 e 1960: influência cultural norte-americana em todas as Américas.



O sensual James Dean.
A televisão forma a aldeia global


A popularização dos veículos de comunicação foi aos poucos ampliando o contato das populações mais distantes com a cultura produzida nas capitais e no exterior. A partir de 1965, os seriados norte-americanos "Bat Masterson", "Rin-Tin-Tin", "Os Intocáveis", "Papai Sabe Tudo" tornaram-se referências da população. Na música, no cinema e na moda, o fenômeno repetiu-se. Isso tudo apesar das diferenças culturais e das incontáveis críticas que essa dominação recebeu e ainda recebe, não só no Brasil, mas em vários países do mundo.

Na década de 1990, a facilidade de acesso à Internet encurtou ainda mais as distâncias entre os povos, reduzindo o mundo a uma pequena aldeia global.


A grande questão, hoje, ainda não foi respondida: é ou não é possível viver em um mundo de isolamento e preservação cultural? Ou até que ponto a incorporação indiscriminada do estilo de vida norte-americano ameaça a integridade da cultura de um povo? A única certeza é que, com o advento da Internet, o planeta de fato entrou na era da globalização.


Enquanto isso...

Enquanto no Brasil os sucessivos governos sempre buscaram o alinhamento com a potência internacional dominante do momento, em outros países da América Latina a ascensão de governantes não-alinhados levou, em várias épocas, à intervenção armada. Foi o caso da Guatemala, onde a United Fruit Company possuía vastas plantações, ferrovias e portos. Por isso, os sucessivos governos liberais, a partir de 1944, tornaram-se incômodos e ameaçadores. A deposição do presidente Jacobo Arbenz, em 1954, mostrou que os EUA não estavam dispostos a permitir nenhuma experiência de reforma agrária e proteção aos trabalhadores em seu quintal. O golpe foi liderado pelo general Castillo Armas – com o apoio de bombardeiros pilotados por soldados da Força Aérea dos Estados Unidos – e legitimado pela OEA. O governo instalado em seguida garantiu os interesses norte-americanos no país. 


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