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Ciências Humanas e suas Tecnologias.  

A juventude de D. Pedro (1789-1834)

Torre de Belém, em Lisboa: local de onde zarpavam as caravelas de Portugal.
D. Pedro, que não era o primogênito, obteve o direito de sucessão ao trono com a morte do irmão mais velho, em 1801. Quando a Família Real desembarcou no Rio de Janeiro, tinha 10 anos e ali viveu a adolescência, época em que se manifestou sua epilepsia. Em 1817, casou-se em Viena, por procuração, com D. Maria Leopoldina, arquiduquesa da Áustria, com quem teve sete filhos, entre eles Pedro de Alcântara, futuro D. Pedro II.


Características do herdeiro

Marquesa de Santos.
D. Pedro era admirador de música e de mulheres, como Domitila de Castro Canto e Melo, a marquesa de Santos, de quem foi amante por sete anos. No Brasil, enfrentou problemas com as Províncias, que se recusavam a pagar impostos. Chegou a pedir às Cortes autorização para retornar a Portugal, mas não obteve resposta. Quando as Cortes exigiram sua volta, recusou-se a obedecê-las. Acabou proclamando a Independência do Brasil em 1822, aos 23 anos, adotando o nome de D. Pedro I.


O defensor perpétuo do Brasil


Com a morte de D. João VI, em 1826, D. Pedro I foi reconhecido rei de Portugal com o título de D. Pedro IV, mas abdicou da Coroa portuguesa em favor de sua filha mais velha, Maria da Glória, de apenas 7 anos. Por isso, escolheu sua irmã, a infanta D. Isabel Maria, como regente até a maioridade da filha. Além disso, contratou o casamento de Maria da Glória com o próprio tio, D. Miguel, que se apossou do governo e restaurou o absolutismo.
Em 1823, D. Pedro I convocou a Assembleia Constituinte, mas, ao perceber que ela pretendia limitar seus poderes, fechou o Parlamento e outorgou uma Carta Magna em 1824.

Estudo para o Desembarque da Princesa Leopoldina, óleo sobre tela de Jean-Baptiste Debret: a arquiduquesa da Áustria chega ao Rio de Janeiro para unir-se a D. Pedro.



Primeira filha de D. Pedro I e D. Leopoldina.
Luta pelo trono português


Interessado na situação política em Portugal, D. Pedro I abdicou do governo do Brasil em 7 de abril de 1831, em favor de seu filho Pedro de Alcântara, de apenas 5 anos. Já com sua segunda mulher, Amélia de Leuchtenberg, retornou a Portugal como duque de Bragança e, mesmo assim, assumiu a regência. Em março de 1832, entrou em guerra com seu irmão, a quem derrotou em maio de 1834.

D. Pedro foi aclamado regente de Portugal, mas morreu de tuberculose logo em seguida, no dia 24 setembro. Sua filha D. Maria da Glória, emancipada pelas Cortes, foi empossada como a rainha D. Maria II.


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