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A emancipação de D. Pedro II

Com o retorno de D. Pedro I a Portugal, seu filho Pedro de Alcântara (1825-1891) permaneceu no Brasil, inicialmente sob a tutela do político José Bonifácio de Andrada e Silva, e depois do marquês de Itanhaém. Em 1840, aos 14 anos, foi emancipado. No ano seguinte, quando os deputados lhe perguntaram se queria esperar três anos para assumir o trono ou se desejava logo o poder, D. Pedro não titubeou: "Quero já!". Acabou sendo coroado a 18 de julho de 1841.

Moedas de ouro cunhadas no governo de D. Pedro II:
registro da aparência do imperador na infância e na idade adulta.

Como imperador, enfrentou rebeliões nas Províncias separatistas e a luta entre liberais e conservadores. Tirando proveito das dificuldades, firmou-se como a única pessoa capaz de pôr fim aos conflitos que colocavam em risco a unidade do país.

Características do imperador

O comportamento de D. Pedro II parecia colocá-lo acima das lutas políticas. Em 1870, quando o marquês de São Vicente o aconselhou a não nomear republicanos para cargos públicos, ele afirmou: "O país que se governe como entender e dê razão a quem tiver (...). Se os brasileiros não me quiserem como imperador, irei ser professor".

A indiferença era aparente. D. Pedro intervinha na política: vetou nomes para o Senado ou para a Presidência das Províncias, envolveu o país em conflitos externos e propôs reformas legislativas que culminaram na Abolição da Escravatura, em 1888.


Adversidades e prazeres

D. Pedro II construiu uma imagem de promotor das artes. Foi às comemorações do Centenário da Independência dos EUA, em 1876, interessou-se por ciências, fotografia e poesia. Já no final da Monarquia, foi aos poucos deixando a linha de frente da política. Casado desde 1843 com D. Teresa Cristina de Bourbon, teve quatro filhos, entre eles a princesa Isabel




Princesa Isabel: influente no governo do pai, D. Pedro II, assinou a Lei Áurea, que pôs fim à escravidão.


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