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Zumbi (1655-1695)

Detalhe de estátua que homenageia Zumbi dos Palmares.
Os quilombos eram locais onde índios, mestiços e principalmente negros foragidos escondiam-se. Ali, mantinham vivos seus valores e costumes culturais. O mais famoso deles foi o de Palmares, no atual Estado de Alagoas, que chegou a reunir 20 mil pessoas. Ele começou a ser constituído no final de 1590 e resistiu aos ataques de holandeses, luso-brasileiros e bandeirantes paulistas até 1694, quando foi destruído.

Surge um líder

Em 1655, soldados trouxeram de Palmares um recém-nascido e o entregaram aos cuidados do padre Antônio Melo, da Vila de Porto Calvo. Batizado com o nome de Francisco, tornou-se coroinha, mas aos 15 anos fugiu de volta para Palmares, onde adotou o nome africano de Zumbi. Em 1678, o "rei de Palmares", Ganga-Zumba, assinou um tratado com os brancos prometendo que os quilombolas deporiam as armas e não promoveriam mais fugas em troca de liberdade, terras e da autorização para o comércio na região. Revoltado, Zumbi mandou envenenar Ganga-Zumba e tornou-se "rei" de Palmares. 

Em seu reinado, Zumbi fortaleceu os mocambos e organizou expedições para atacar os engenhos do litoral a fim de obter armas e munições para libertar escravos. Por 16 anos, liderou a resistência negra contra os portugueses, que pretendiam destruir o quilombo.


Em 1694, o bandeirante Domingos Jorge Velho atacou e destruiu Palmares. Ferido, Zumbi escapou, mas teve seu esconderijo delatado. No dia 20 de novembro de 1695, ele foi morto. Sua cabeça foi levada para Recife e colocada em um poste para desmentir os escravos que o julgavam imortal.


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