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Tiradentes (1746-1792)

No meio da serra, o casario de Diamantina, Minas Gerais.
Em maio de 1789, o visconde de Barbacena, governador de Minas Gerais, recebeu a denúncia de que pessoas ricas e influentes preparavam uma revolta para libertar Minas Gerais e, se possível, todo o Brasil da dominação portuguesa. Pretendiam, com isso, livrar-se das dívidas que tinham com a metrópole. Influenciados pelas ideias iluministas e pela independência norte-americana, queriam, entre outros objetivos, organizar um governo republicano, construir fábricas e criar uma universidade no Brasil.

Pobre e sem promoção

Deslocado nessa elite rica e influente estava o alferes de Cavalaria Joaquim José da Silva Xavier, conhecido como "Tiradentes". Nascido em São João del-Rey, era branco, solteiro, pobre, morador de casa de aluguel e havia anos não recebia promoção militar. Extraía dentes para compensar seu baixo salário. Divulgava com entusiasmo a ideia de revolta nas hospedarias em que se acomodava durante suas viagens.

 
O julgamento 

Trinta acusados foram presos e julgados em Minas Gerais e no Rio de Janeiro. Tiradentes inocentou muitos e declarou-se autor da ideia do levante. Seu advogado pediu sua absolvição alegando que ele era louco, mas não convenceu.
Os poetas Cláudio Manuel da Costa (esquerda)
e Tomás Antônio Gonzaga (direita).

Os réus ricos e influentes foram para o exílio na África, para prisões ou absolvidos. Tiradentes foi condenado à forca, seguida de esquartejamento, decapitação, negação de sepultura e confisco de bens. Sua casa foi demolida e seus descendentes até a quarta geração foram considerados "infames". A sentença foi executada em 21 de abril de 1792, no Rio de Janeiro.


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