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Ciências Humanas e suas Tecnologias.  

Cipriano Barata (1764-1838)

Georges Danton: liderança da Revolução Francesa.
O baiano Cipriano José Barata de Almeida estudou na Universidade de Coimbra, em Portugal, onde se formou em Medicina, Filosofia e Matemática. Entusiasmou-se com os ideais da Revolução Francesa (1789 a 1794) e, ao retornar ao Brasil, começou a propagar as novas ideias, sendo, por isso, muitas vezes condenado à prisão. Chegou a ser preso, por exemplo, por participar de movimentos de libertação colonial, como a Conjuração Baiana, de 1798, e a Revolução Pernambucana, de 1817.

Alegoria ao Juramento da Constituição, litografia de Gianni reproduzindo a figura de D. Pedro I.
Barata nas Cortes de Lisboa


Em 1821, Barata ajudou a derrubar o governador português da Bahia, o Conde da Ponte, seguindo para Lisboa como representante da Província perante um Parlamento dominado por portugueses dispostos a recolonizar o Brasil. Recusou-se a participar da Assembleia Nacional Constituinte, de 1823, e não aceitou a condecoração da Ordem do Cruzeiro do Sul, por julgá-la aristocrática. 

Sentinela da Liberdade

Barata lançou em Recife o jornal Sentinela da Liberdade, no qual criticava as arbitrariedades de D. Pedro I, os portugueses e os privilégios aristocráticos. Por causa dos artigos, o imperador mandou detê-lo. Mesmo com seu dono condenado à prisão perpétua, o jornal continuou saindo. Em 1830, ao ser anistiado por D. Pedro I, Barata retornou à Bahia e continuou combatendo o imperador até este abdicar em 1831.

Em 1832, suas ideias libertárias novamente o conduziram à cadeia. Dessa vez, foi acusado de insuflar revoltas de escravos. Saiu da prisão em 1834, aos 72 anos, sob a condição de nunca mais voltar ao Rio de Janeiro. Pobre e doente, Barata viveu os últimos anos em Natal e Recife, sempre publicando seu jornal. 



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