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Frei Caneca (1779-1825)

Fuzilamento de Frei Caneca por soldados do Exército: líder de duas revoluções.
Frei Caneca é como ficou conhecido o religioso pernambucano Joaquim do Amor Divino. Recebeu o apelido por ser filho de um fabricante de tonéis e canecas. Ingressou na Ordem dos Carmelitas, sendo ordenado aos 20 anos. Lecionou Retórica e Geometria para noviços e padres e, aos poucos, foi-se interessando pelos problemas políticos e sociais do Brasil. Envolvido na Revolução Pernambucana (1817), foi julgado e condenado à prisão.

Na cadeia, passava o tempo dando aulas e alfabetizando os presos, até ser anistiado em 1821. Quando seu amigo Cipriano Barata foi preso, Frei Caneca lançou em Recife o jornal Typhis Pernambucano para continuar a luta iniciada pelo Sentinela da Liberdade. 







A Confederação do Equador

Em 2 de julho de 1824, a elite de Pernambuco, aliada à da Paraíba, do Rio Grande do Norte e do Ceará, proclamou uma república, batizada com o nome de Confederação do Equador. Um dos líderes era Frei Caneca. Atacados por mercenários e tropas leais ao imperador em setembro, os confederados foram para o sertão, onde permaneceram por seis meses, até se renderem. Comissões militares manipuladas por D. Pedro julgaram os rebeldes e condenaram 17 deles à morte, inclusive Frei Caneca.

Igreja do Convento de Nossa Senhora do Carmo e Capela da Ordem Terceira, óleo sobre madeira de Telles Júnior, cerca de 1890.


O carrasco e seus ajudantes negaram-se a enforcar Frei Caneca. Nenhum presidiário aceitou tal incumbência, mesmo em troca da liberdade. O impasse foi resolvido com o fuzilamento do frei por soldados do Exército imperial.



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