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Ciências Humanas e suas Tecnologias.  

Visconde de Mauá (1813-1889)

Panorama da cidade do Rio de Janeiro visto da chácara do Barão de Mauá em meados do século XIX.
Ainda criança, o gaúcho Irineu Evangelista de Sousa mudou-se para o Rio de Janeiro. Aos 17 anos, empregou-se na firma do inglês Richard Carruthers, onde aprendeu inglês e contabilidade. Aos 23, tornou-se sócio-gerente e, aos 26, assumiu o negócio. Em 1840, visitou a Inglaterra, em pleno desenvolvimento industrial. Entusiasmado e empreendedor, comprou, seis anos mais tarde, um estaleiro e uma fundição na Ponta da Areia, em Niterói, de onde saíram os navios que o Brasil usou nas guerras do Prata e do Paraguai.


Detalhe do Rio de Janeiro da ponta do Calabouço até a Glória, por volta de 1858: no primeiro plano um navio a vapor.

O espírito modernizador de Mauá


Com sua fortuna pessoal e o dinheiro acumulado, Mauá construiu estradas de ferro em várias Províncias, organizou companhias de rebocadores, de iluminação a gás, de navegação a vapor na Amazônia e curtumes. Criou empresas de mineração, agrícolas e de abastecimento de água no Rio de Janeiro. Fundou o Banco Mauá, com filiais no exterior.


Enfrentando dificuldades financeiras, faliu em 1878. Escreveu uma "Exposição aos Credores" revelando um balanço completo de todas as suas atividades de comerciante, industrial e banqueiro. Morreu em 1889.


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