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Grandes campanhas

A campanha abolicionista

A campanha abolicionista foi a primeira grande mobilização popular da sociedade brasileira. O movimento repercutiu, principalmente, nas grandes cidades, onde a população era menos dependente e interessada no trabalho escravo. A mobilização pública dos abolicionistas encontrou apoio para pressionar a Monarquia a abolir o cativeiro em 1888.

Proclamação da República


A Proclamação da República (1889) foi um golpe político-militar, mas nos primeiros anos do regime o povo se manifestou, principalmente no Rio de Janeiro, em protesto contra os jornais monarquistas e o presidente Prudente de Moraes (1894 a 1898).

O movimento anarquista

As sucessivas greves de trabalhadores dirigidas pelos anarquistas, no início do século XX, levaram o governo a expulsar os líderes grevistas estrangeiros do país. Essa medida não impediu que as greves se multiplicassem e assumissem grandes proporções.

A agitada década de 1930

Comício contra a ditadura de Getúlio Vargas, na praça da Sé, em São Paulo, no dia 2 de março de 1945.

Comício contra a ditadura de Getúlio Vargas, na praça da Sé, em São Paulo, no dia 2 de março de 1945.
Vargas e o queremismo


O povo voltou a se manifestar a partir de 1942 exigindo a entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial, após os ataques nazistas a navios brasileiros. Quando a ditadura getulista começou a agonizar, o povo foi mobilizado para a campanha queremista, que reivindicava a permanência do ditador no poder. Deposto em 1945, Vargas voltou à Presidência em 1951, dessa vez eleito pelo voto popular. Em 24 de agosto de 1954, suicidou-se e a população saiu em massa às ruas para chorar sua morte.

Comício contra a carestia, em setembro de 1959.
A renúncia de Jânio

A renúncia de Jânio Quadros, em 1961, não levou o povo às ruas. No Rio Grande do Sul, porém, os gaúchos resistiram à tentativa de impedir a posse do vice-presidente João Goulart.

Ditadura e redemocratização

Com o golpe militar de 1964, as manifestações populares, como greves, passeatas e atos de protesto, foram proibidas. Mesmo assim, estudantes, intelectuais e artistas iam às ruas contra a ditadura. O regime só começou a perder o controle sobre as manifestações no final da década de 1970, quando centenas de greves operárias e protestos se reproduziram pelo país. Em 1984, milhões de pessoas saíram às ruas pedindo eleição direta para presidente. Em 1992, o povo mobilizou-se novamente exigindo o impeachment do presidente Fernando Collor de Mello, acusado de corrupção.

Sétima Companhia de Guardas apreende nos Correios livros e revistas enviados de Havana, Cuba, em 1964.


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