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A Revolução de 1932

Em 1930, Getúlio Vargas aboliu a Constituição de 1891 e nomeou interventores para governar os Estados. No dia 25 de janeiro de 1932, aniversário de São Paulo, 100 mil pessoas reuniram-se na praça da Sé, em comício, exigindo a autonomia dos Estados e uma nova Constituição.


Adversários unidos

Cartaz da campanha para arrecadar fundos para a Revolução de 1932 .
Em fevereiro, os Partidos Republicano e Democrático e a Liga de Defesa Paulista, adversários políticos, uniram-se na Frente Única Paulista, em oposição ao presidente. Os ânimos acirraram-se ainda mais em maio, quando Vargas enviou a São Paulo o ministro da Fazenda, Oswaldo Aranha. Sua tarefa era impor ao interventor Pedro de Toledo um secretariado tenentista.

No dia em que Oswaldo Aranha chegou a São Paulo, 22 de maio, uma multidão foi às ruas em protesto contra sua presença.





O M.M.D.C.

Os manifestantes decidiram atacar a sede da Legião Revolucionária — um clube de tenentes getulistas. Os partidários da legião atiraram contra os adversários; vários morreram, entre eles, quatro rapazes, cujas iniciais dos nomes se tornaram o símbolo do movimento revolucionário de 1932: Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo — M.M.D.C. Em 9 de julho, estourou a Revolução Constitucionalista. Cerca de 200 mil homens alistaram-se no exército rebelde e mais de 30 mil foram à luta por São Paulo. A população fez diversas campanhas em favor das tropas paulistas.

Uma das campanhas mais importantes foi a da coleta de joias e objetos de ouro para proporcionar fundos aos revolucionários. As indústrias ajudaram fabricando munição e capacetes de aço. Apesar dos esforços, os paulistas renderam-se três meses depois com saldo de 633 mortos.


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