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O suicídio de Getúlio Vargas

Capa da revista Careta, em 1951: Getúlio prega a confusão a caminho do Catete.
Deposto em 1945, Vargas retornou à Presidência, em 1951, ao derrotar nas urnas seu principal adversário, o brigadeiro Eduardo Gomes. Em 1954, viu-se envolvido em um escândalo político que adquiriu enormes proporções. No dia 5 de agosto, seu inimigo político, o jornalista Carlos Lacerda, retornava para casa, após participar de uma conferência antigetulista, quando sofreu um atentado. Seu acompanhante, o major da Aeronáutica Rubens Florentino Vaz, morreu baleado no peito. Lacerda recebeu um tiro no pé e passou a acusar Vargas de ser o mandante do crime. As investigações apontaram Gregório Fortunato, chefe da guarda presidencial e guarda-costas de Getúlio Vargas, como o responsável pela contratação dos pistoleiros.

Deputados e militares exigiram a renúncia do presidente. Sentindo-se acuado, Vargas suicidou-se com tiro no peito, na madrugada de 24 de agosto de 1954.


Quebra-quebra
O atentado contra Carlos Lacerda (à esquerda) detonou a crise que levou ao suicídio de Getúlio Vargas.

O suicídio de Getúlio Vargas, aos 72 anos, levou milhares de brasileiros às ruas. Inconformada com a morte de seu líder, e acusando Carlos Lacerda de ser o responsável pelo suicídio do presidente, a população iniciou um quebra-quebra em várias cidades brasileiras. O povo queimou caminhões de jornais da oposição, depredou redações, apedrejou a embaixada norte-americana e acabou entrando em confronto com a polícia.

Durante o velório de Vargas, calcula-se que um milhão de pessoas dirigiram-se ao Palácio do Catete, onde o corpo do presidente foi velado. Em São Borja, no Rio Grande do Sul, cidade natal de Vargas, para onde o corpo do presidente foi levado, uma grande multidão acompanhou o enterro.


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