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O impeachment de Collor

Manifestação pelo impeachment do presidente Fernando Collor de Mello, em agosto de 1992, nas escadarias do Teatro Municipal, em São Paulo.

Primeiro presidente civil eleito diretamente depois do golpe militar de 1964, Fernando Collor de Mello (1990 a 1992) viu-se envolvido em uma série de denúncias de desfalques, corrupção, tráfico de influência, que abalou a credibilidade de seu governo. Sindicatos, políticos, associações civis, entidades de classe uniram-se e foram às ruas, em 1992, exigir o impeachment do presidente. Nessa campanha, destacaram-se os alunos secundaristas, que, com os rostos pintados e muito bom humor, juntaram-se aos manifestantes e ficaram conhecidos como os "cara-pintadas".

Enquanto isso...

Em abril de 1989, operários, intelectuais e estudantes chineses começaram a realizar manifestações pró-democracia na China. Uma das exigências era a saída do presidente Deng Xiaoping, que renunciara a seu cargo no politburo e governava indiretamente o país. Em 20 de maio, 1 milhão de chineses concentraram-se na Praça da Paz Celestial, no centro de Pequim, em apoio a um grupo de estudantes que havia iniciado uma greve de fome. O governo determinou que a multidão se dispersasse, mas foi ignorado. Na noite de 3 de junho, tropas do Exército e tanques de guerra invadiram a praça, esmagando barracas e o que estivesse dentro delas. Os números reais do massacre nunca chegaram a ser divulgados, mas calcula-se que morreram entre 2 mil e 5 mil pessoas. Outras 10 mil ficaram feridas.


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