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Ciências Humanas e suas Tecnologias.  

Pedro Álvares Cabral (1467?-1520)

As exóticas terras e as especiarias da Índia foram atrativos que levaram às grandes navegações do século XVI: Alegoria dos Continentes, de J.T. de Jesus.
A tradição da família Cabral estava ligada à navegação havia pelo menos duas gerações. Seu pai, Fernão Cabral, participou da tomada de Ceuta, na África, em 1415. O rei D. Manuel encontrou em Pedro Álvares as qualidades de militar e diplomata de que necessitava para uma viagem mais ousada rumo ao Oriente.

Rumo a uma missão histórica

Pedro Álvares Cabral partiu da praia do Restelo, em Lisboa, no dia 9 de março de 1500, com 13 embarcações – dez naus e três caravelas – e 1.500 homens. Em 22 de abril, chegou à costa da Bahia, na Baía Cabrália, ao norte da atual cidade de Porto Seguro, onde foram fincados os marcos de Portugal. 

Manto de pena tupinambá, usado nos grandes ritos de passagem masculinos.
Cabral retoma o roteiro das Índias


Em 2 de maio, Cabral enviou uma nau, pilotada por Gaspar Lemos, de volta a Portugal com relatórios sobre o descobrimento. O comandante seguiu para as Índias, completando sua missão.

Muitos imprevistos o esperavam:

•  Bombardeou Calcutá até sua rendição.

•  Passou por outros entrepostos, carregou seus navios com especiarias, sedas e porcelanas.

•  Voltou a Lisboa em 6 de junho de 1501 e foi aclamado herói.

D. Manuel desprestigia Cabral

Convidado a comandar nova esquadra para as Índias em 1502, Cabral foi preterido, na última hora, por outro navegador. Humilhado, recusou-se a participar da nova viagem, atitude que lhe custou a amizade do rei D. Manuel.

Cabral passou a viver na cidade portuguesa de Santarém, onde morreu esquecido em 1520.




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