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Ciências Humanas e suas Tecnologias.  

Regente Diogo Antônio Feijó (1784-1843)

Oratório de parede do século XIX: de formas variadas, eram criados por freiras paulistas.
Educado pelo tio, que era padre, a carreira sacerdotal foi um caminho natural para o paulista Diogo Feijó, que mais tarde se destacou como professor. Em 1821, foi deputado em Lisboa, voltando a São Paulo um ano depois. Eleito deputado em 1826 e em 1830, fez oposição a D. Pedro I.

As críticas à Igreja agitaram o período. Feijó apoiou uma moção que permitiria aos padres brasileiros se casarem. Para ele, o casamento era um contrato social e, portanto, atribuição do Estado.

Segurando as rédeas em tempos difíceis

Com a abdicação de D. Pedro I, em 7 de abril de 1831, teve início o Período Regencial. Feijó assumiu o Ministério da Justiça (1831 a 1832). Criou a Guarda Nacional e conteve os motins de oficiais e soldados na capital.

Para sustentar o regime, a Regência aprovou o Ato Adicional de 1834, que enfraquecia os poderes do imperador e criava assembleias nas Províncias. Em junho de 1835, a Regência passou a se concentrar nas mãos de uma só pessoa, quando Feijó foi eleito regente único.


Uniforme de ministro de Estado no século XIX.

Rebeldia até o fim

A vitória dos conservadores, nas eleições de 1836, deixou Feijó isolado. Ele renunciou em 19 de setembro de 1837. Em São Paulo, os liberais iniciaram a chamada 'Revolta de Sorocaba' em 1842, que se estendeu para Minas. Feijó uniu-se a eles, foi preso, processado e exilado em Vitória, no Espírito Santo. Morreu em 1843, pouco depois de ser libertado.


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