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Ciências Humanas e suas Tecnologias.  

Rebeliões populares

Movimentos messiânicos

Jagunços do Sul do país, ou os chamados "chefes vaqueanos": forças civis que se opunham aos sertanejos do Contestado.

A dura vida no sertão e o aprofundamento dos contrastes entre coronéis e sertanejos fizeram surgir no Nordeste e no Sul os movimentos messiânicos de Canudos (1893 a 1897) e do Contestado (1912 a 1916). Sem vinculação política, esses movimentos reuniram os pobres católicos do sertão que buscavam um mundo em que não houvesse exploração nem miséria. O governo republicano, temendo que estas fossem concentrações monarquistas, acionou o Exército para dispersar as multidões. Resultado: 50 mil pessoas foram mortas pelos militares.

As Revoltas da Vacina e da Chibata

Soldados do Exército em Canudos: quatro expedições para derrotar os seguidores de Conselheiro.

No início do século XX, estouraram no Rio de Janeiro duas rebeliões, que manifestaram a insatisfação do povo com o autoritarismo e com a injustiça. Na Revolta da Vacina (1904), a população promoveu vários dias de tumulto contra as medidas do prefeito Francisco Pereira Passos, que queria desinfetar a cidade e vacinar a população à força para acabar com a epidemia que assolava a capital federal. Na Revolta da Chibata (1910), os marinheiros lutaram contra os castigos corporais e o baixo soldo da Marinha.

As Rebeliões Tenentistas
Marinheiro João Cândido, o "Almirante Negro", figura proeminte na Revolta da Chibata.

A insatisfação com os governantes da República Velha desembocou, nos anos de 1920, em uma série de movimentos conhecidos como "tenentismo". Inicialmente comandados por tenentes do Exército, o tenentismo recebeu apoio das camadas médias urbanas. Juntos, reivindicavam o fim do poder das oligarquias, da vinculação da cúpula do Exército à política e exigiam novos rumos para o país. As revoltas explodiram em vários Estados e o movimento revelou um de seus mais atuantes líderes, o tenente Luís Carlos Prestes.


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